sábado, 31 de maio de 2014

Embalagens - O produto final

AS EMBALAGENS
Uma boa embalagem precisa chamar atenção para si, além de atender às suas funções básicas, entre as quais:
 Proteger o produto contra contaminações e agressões externas.
 Proteger o produto, durante o transporte e o armazenamento, contra choques e arranhões.
 Proteger o produto contra perdas ou alterações de seus ingredientes quando em contato com o ar, umidade, luz e outros elementos.
 Informar ao consumidor os componentes do produto, validade e modo de usar.
 Divulgar o nome da empresa que o produziu bem como sua marca, sendo um diferencial para o consumidor.
 Valorizar o produto, causando no consumidor o desejo de comprá-lo.
Um pouco de história
Na década de 1950 iniciou-se uma nova forma de consumo em massa e as embalagens passaram a ter um papel fundamental na diferenciação das marcas e variantes de produtos. Este fato gerou um grande desenvolvimento das embala-gens tendo na cor e a forma como seus principais elementos de comunicação.
No desenvolvimento de embalagens é importante combinar texturas, cores e temas para garantir uma harmonia entre o produto, o cliente e a embalagem.
Diversos complementos podem ser usados nas embalagens, como cordas, tecidos, papéis reciclados, sementes, telas de arame, plásticos e palhas, entre ou-tros. Esses materiais têm como objetivo dar um aspecto moderno, clássico ou te-mático ao produto embalado.
Materiais básicos
Entre os materiais para se fazer embalagens artesanais pode-se citar:
 Régua e esquadros.
 Lápis.
 Tesoura.
 Estilete.
 Cola branca (PVA).
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 Pistola de cola quente.
 Bastões para cola quente.
 Pincel para espalhar cola.
 Perfurador para papel.
Já em relação a materiais pode-se utilizar:
 Papelão microondulado colorido.
 Papeis de 240 a 500 g/m2 (tipo duplex, papel cartão e Kraft, entre outros).
 Caneta esferográfica sem tinta ou boleador para vincar papel.
 Papel fantasia de diversas cores para sacolas.
 Fitas variadas e de diversos materiais, para laços.
 Barbante de juta.
 Papel torcido.
 Cetim.
 Fibras naturais, como as de bananeiras.
Entre outros tantos que a imaginação permitir ou a necessidade fizer ne-cessário.
As cores
Nas combinações entre os papéis, fitas e outros tipos de acabamento, é preciso harmonizar as cores de forma a ficarem agradáveis.
Conhecendo os diversos tons de cores, é possível combiná-las em Moldes predeterminados como: monocromáticos, cores em degrade, cores contrastantes ou seguindo algum tema, como natal ou páscoa, por exemplo.
Toda cor possui três características: o matiz (como o vermelho, o verde ou o azul, por exemplo), o tom (escuro ou claro) e a intensidade (cores vivas ou tons pastéis).
As cores podem ser divididas em:
 Cores primárias: são as cores puras, o vermelho, o amarelo e o azul.
 Cores secundárias: são aquelas obtidas pela mistura de duas cores primárias, assim, o amarelo misturado com o vermelho dá a cor la-ranja, o amarelo com o azul dá o verde e o azul com o vermelho dá o roxo.
 Cores complementares: são as que se encontram em oposição no disco de cores.
 Cores terciárias: são as obtidas pela mistura de uma primária com uma ou mais cores secundárias.
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 Cores análogas: são as que aparecem lado a lado no disco. Há nelas uma mesma cor básica. Como por exemplo, o amarelo-ouro e o la-ranja-avermelhado têm em comum a cor laranja.
 Cores neutras: ao misturar duas ou mais cores do disco cromático obtêm-se uma nova série de cores chamadas neutras: os amarelos acinzentados, os vermelhos amarronzados, e assim por diante.
Disco cromático
TÉCNICAS BÁSICAS
A seguir serão vistas algumas das técnicas básicas para a construção de caixas e sacolas.
Corte e vinco
O corte é o contorno que será destacado da folha em que foi desenhada a embalagem. Uma tesoura amolada ou estilete deverão ser usados para esta etapa.
Se for usado o estilete, o corte deverá ser feito de maneira suave e repeti-da, de modo a não pressionar demais o estilete contra o papel para não rasgá-lo. Também se deve utilizar um suporte duro, liso e resistente para colocar a folha de cartão ou papel em cima na hora do corte dando firmeza.
Nessa apostila as linhas de corte são desenhadas com traços contínuos.
O vinco é uma marca no papel com o uso de um objeto não cortante para que o mesmo se dobre com maior facilidade e de forma regular. Poderá ser feito com uma ponta de caneta sem tinta ou um boleador para vincos.
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As linhas de vinco são desenhadas com traços pontilhados.
Uma vez que a caixa esteja cortada e vincada, devem-se colar as partes que se sobrepõe marcados com letras iguais ou encaixar as abas de fixação para que a caixa fique completa.
As caixas podem ter qualquer formato e maneiras de abertura, mas deve-se procurar trabalhar com formatos que permitam uma apresentação de destaque da mercadoria e ao mesmo tempo facilite seu empilhamento em um expositor bem como seu transporte.
Já nas sacolas devem-se evitar detalhes que se descolem ou se amassem ao se juntar várias delas para o transporte ou armazenagem.
PROJETOS
É importante ressaltar que as laterais e lingüetas de colagem são mais efi-cientes quando tem largura entre 0,5 cm a 1,0 cm, facilitando assim a colagem.
As medidas das caixas podem ser alteradas, mas faça isso com cuidado pa-ra que a caixa mantenha suas proporções características e não fiquem defeituosas.
As larguras das tampas das caixas devem ser um pouco maior que as me-didas da caixa para que as mesmas se encaixem. Geralmente os moldes das tam-pas são 1 mm a 2 mm maior que a largura da caixa.
Caixa retangular com tampa
Iniciaremos com uma caixa retangular clássica contendo duas peças, a cai-xa propriamente dita e a tampa que se fecha por cima.
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Material
 Papel-cartão ou Kraft 300 g ou qualquer outro papel com gramatura
acima de 240 g.
 Lápis.
 Régua.
 Tesoura ou estilete.
 Borracha.
 Fita decorativa.
 Caneta para vincar ou boleador
para vincar.
 Cola para papel.
 Molde da caixa com as medidas.
Molde 1
Procedimento
1. Passe os traços do molde para o papel usando um lápis e uma régua.
2. Siga as instruções de corte e vinco. As linhas tracejadas indicam que
o papel deve ser vincado. Pegue a caneta de vinco e vinque estas linhas.
Já as linhas cheias indicam onde o papel deve ser cortado. Pegue
uma tesoura e corte estas partes.
3. Estando o molde vincado e cortado pegue uma borracha e apague as
marcas do lápis.
4. Dobre as linhas vincadas dando o formato da caixa.
5. Pegue a cola para papel e passe nas partes da caixa onde está indicado
com letras para serem coladas. Por exemplo, a ponta “A” deve ser
colada na extremidade “A” sobrepondo-se. Faça este procedimento
para colar todas as outras partes da caixa.
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6. Para fazer a tampa pegue o papel já desenhado o molde da tampa e
siga as instruções anteriores usado para fazer a caixa.
7. Como sugestão pode-se usar fitas decorativas para enfeitar as laterais
da tampa dando uma sofisticação à caixa. Pode-se ainda decorar
com laços e fitas conforme seu gosto.
Observação
A diferença na tampa de 1 mm foi deixada para uso com papel-cartão ou
Kraft 300 g.
Caixa redonda com tampa
Material
 Papelão microondulado colorido.
 Papel cartão ou kraft 300 g.
 Cola quente.
 Régua.
 Compasso.
 Lápis.
 Molde da caixa.
 Tesoura ou estilete.
Molde 2
Procedimento
1. Desenhe no papel microondulado, com o auxilio de um compasso, um circulo
de 7,5 cm de diâmetro que será o fundo da caixa conforme o molde.
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2. Desenhe o mesmo circulo de 7,5 cm no papel cartão ou Kraft.
3. Desenhe no papel micro ondulado usando um compasso outro circulo de 7,7 cm de diâmetro que será usado para a tampa.
4. Desenhe o mesmo circulo de 7,7 cm da tampa no papel cartão ou Kraft.
5. Recorte com uma tesoura os dois círculos que serão usados para o fundo. Faça o mesmo para os dois círculos da tampa.
6. Pegue o circulo de papel cartão ou Kraft e cole no circulo do papel micro ondulado. Isto dará mais firmeza no fundo. Faça o mesmo procedimento com os círculos da tampa. Caso seja usado somente o papel microondu-lado, sua tampa ou fundo ficará frágil.
7. Desenhe no papel micro ondulado uma tira seguindo as medidas do mol-de para fazer a lateral da caixa.
8. Pegue a tira de papel recortada e passe cola quente em uma de suas bor-das e lateral.
9. Pegue a tira já com a cola e envolva no circulo destinado para o fundo.
 Lembrando que o papel micro ondulado deve estar para o lado de fora da caixa, já que a caixa é de papel micro ondulado.
 Não pode demorar em colar a lateral ao fundo, senão a cola quen-te esfria e fica dura. Sempre usar a cola bem quente e fazer a co-lagem o mais rápido possível.
10. Fazer o mesmo procedimento de colagem para a tampa, usando a tira de papel microondulado e o círculo destinados para a tampa.
11. Decorar com laços conforme o seu gosto.
Caixa de gaveta
Material
 Papel-cartão ou Kraft 300 g ou qualquer outro papel com gramatura acima de 240 g.
 Molde da caixa.
 Régua.
 Cola para papel.
 Caneta para vincar ou bole-ador para vincar.
 Lápis.
 Tesoura ou estilete.
 Borracha.
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Molde 3
Procedimento
1. Passe para o papel-cartão ou Kraft o desenho do molde da tampa gaveta.
2. Vinque as linhas tracejadas com a caneta para vincar.
3. Corte as linhas cheias usando a tesoura.
4. Colar as partes marcadas com as letras na outra parte marcada com a
mesma letra, sobrepondo-as.
5. Para fazer a caixa passe para o papel-cartão ou Kraft o molde da caixa.
6. Vinque com a caneta de vinco as linhas tracejadas.
7. Corte com a tesoura as linhas cheias.
8. Apague com a borracha as marcas do lápis.
9. Dobre as linhas vincadas.
10. Cole as partes marcadas com as respectivas letras nas outras partes sobrepondo-
as.
11. Encaixe a gaveta na caixa.
12. Decore com fitas caso desejar.
Caixa com tampa fixa
Material
 Papel-cartão ou Kraft 300 g ou qualquer outro
papel com gramatura acima de 240 g.
 Molde da caixa.
 Régua.
 Cola para papel.
 Caneta para vincar ou boleador para vincar.
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 Lápis.
 Tesoura ou estilete.
 Borracha.
 Perfurador de alicate para papel.
 Fita estreita de cetim (n° 1 ou n°2).
Molde 4
Procedimento
1. Passe para o papel o desenho da caixa seguindo o molde.
2. Use a tesoura para cortar todas as linhas cheias.
3. Use a caneta para vincar as linhas pontilhadas.
4. Apague com a borracha as marcas do lápis.
5. Dobrar as linhas vincadas.
6. Colar as bordas com as partes das respectivas letras fazendo a sobreposi-ção das partes.
7. Faça dois furos da mesma distância usando o perfurador de alicate na la-teral da frente da tampa.
8. Faça dois furos na caixa similares ao feito na tampa. Para ficar com as medidas corretas feche a tampa e marque com o lápis onde os furos cor-respondem na caixa, com o perfurador faça os dois furos na caixa.
9. Passe a fita de cetim pelos furos tampa e na caixa fazendo com que a tampa fique fechada.
10. Faça laços caso desejar.
Caixa almofadada
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Material
 Papel-cartão ou Kraft 300 g ou qualquer outro papel com gramatura
acima de 240 g.
 Molde da caixa.
 Cola para papel.
 Caneta para vincar ou boleador para vincar.
 Régua.
 Lápis.
 Tesoura ou estilete.
 Borracha.
Molde 5
Procedimento
1. Passe para o papel cartão ou Kraft o desenho do molde.
2. Com a caneta de vincar faça os vincos nas linhas tracejadas.
3. Com a tesoura corte as linhas cheias. Para fazer as alças faça o corte
usando um estilete.
4. Apagar as marcas do lápis com a borracha.
5. Dobrar as linhas vincadas.
6. Colar as bordas de sobreposição conforme as marcas.
7. Como sugestão pose-se fazer o desenho de uma alça na caixa.
8. Decorar a gosto com fitas.
Caixa hexalvada com tampa
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Material
 Papel-cartão ou Kraft 300 g ou qualquer outro papel com gramatura
acima de 240 g.
 Cola para papel.
 Molde da caixa.
 Régua.
 Borracha.
 Caneta para vincar ou boleador
para vincar.
 Lápis.
 Tesoura ou estilete.
Molde 6
Procedimento
1. Passe o molde da caixa para a folha de papel cartão ou Kraft.
2. Pegue a caneta para vincar e vinque as linhas tracejadas.
3. Corte as linhas cheias usando a tesoura.
4. Apague as marcas de lápis com a borracha.
5. Dobre as partes vincadas da caixa.
6. Colar as bordas de sobreposição conforme as letras do molde.
7. Para fazer a tampa siga o mesmo procedimento da caixa usando o molde
com as medidas para a tampa.
8. Se desejar pode enfeitar com fitas.
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Caixa para tortas com tampa
Material
 Papel-cartão ou Kraft 300 g ou qualquer outro papel com gramatura
acima de 240 g.
 Cola para papel.
 Molde da caixa.
 Régua.
 Borracha.
 Caneta para vincar ou boleador.
 Lápis.
 Tesoura ou estilete.
Molde 7
Procedimento
1. Passe para a folha de papel cartão ou Kraft o desenho do molde da caixa.
2. Cortar usando a tesoura todas as linhas cheias.
3. Com a caneta de vincar, vinque as linhas tracejadas.
4. Apague todas as marcas de lápis com a borracha.
5. Dobre as partes vincadas da caixa.
6. Colar as bordas de sobreposição conforme as letras do molde em cada lado
da caixa.
7. Para fazer a tampa da caixa segue o mesmo procedimento da caixa, utilizando
o molde para a tampa.
8. Decorar a gosto.
Caixa sacolinha
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Material
 Papel-cartão ou Kraft 300 g ou qualquer outro papel com gramatura
acima de 240 g.
 Cola para papel.
 Molde da caixa.
 Caneta para vincar ou boleador para vincar.
 Perfurador de alicate para papel.
 Borracha.
 Régua.
 Lápis.
 Tesoura ou estilete.
 Fita estreita de cetim (n° 1) ou outro material.
Molde 8
Procedimento
1. Passe para a folha de papel cartão ou Kraft o desenho do molde.
2. Use a tesoura para cortar todas as linhas cheias.
3. Vincar as linhas pontilhadas com a caneta de vinco.
4. Apagar com a borracha todas as marcas de lápis.
5. Dobrar as linhas vincadas.
6. Colar as bordas de sobreposição conforme as letras respectivas.
7. Use o perfurador de alicate para fazer dois furos simétricos na tampa.
8. Feche a caixa e perfure o local onde os furos da tampa alcançar a caixa.
Fazer os furos com as mesmas medidas para que a tampa não feche torta.
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9. Passe a fita de cetim nos furos fazendo com que a caixa fique fechada.
10. Decorar a gosto com fitas e laços.
Sacola simples
Material
 Papel Kraft 150 g ou outro qualquer de gramatura próxima a 150 g.
 Papel Kraft torcido ou qualquer outro que sirva para compor a alça.
 Molde da sacola.
 Cola para papel.
 Tesoura ou estilete.
 Perfurador de alicate para papel.
 Caneta para vincar.
 Lápis.
Molde 9
Procedimento
1. Passe o desenho do molde na folha de papel Kraft. Fazer as marcações
no lado do papel fosco deixando o lado brilhoso para fora.
2. Corte as linhas cheias com a tesoura.
3. Vinque as linhas tracejadas com a caneta para vincar.
4. Corte duas tiras de papel-cartão ou Kraft 300 g para fazer o reforço das
alças. A medida desta tira de papel grosso deve ser a mesma da largura
da frente da sacola e mais ou menos uns dois centímetros de altura.
5. Corte uma tira de papel-cartão ou Kraft 300 g para fazer o reforço do
fundo da sacola.
6. Cole as partes da sacola sobrepondo-as com as mesmas letras do molde.
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7. Passe cola nas tiras de suporte da alça. Pegue o fio de Kraft torcido e co-loque na posição das alças. Cole as tiras de suporte na sacola sobre o fio de Kraft torcido para que este fique entre a tira de suporte e a sacola, isso dará acabamento e sustentação na alça.
8. Para reforçar o fundo da sacola, cole a tira de reforço no fundo da saco-la.
9. Como sugestão, pode-se colocar um visor na parte da frente da sacola para dar um charme. Também pode ser enfeitada com recortes de papel ou barbantes.
Outras sugestões de caixas
Aqui se tem o formato de outras caixas que podem ser interessantes para colocar os produtos de higiene pessoal.
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LAÇOS
Nessa seção será visto como produzir alguns dos principais tipos de laços decorativos. Os laços são importantes complementos no acabamento das caixas e sacolas artesanais. Os laços podem ser utilizados como elementos solitários, em conjunto com outros laços ou com fitas.
Laço duplo 1
Você vai precisar de 2 pedaços de fita da mesma cor com face simples (com avesso) e tesoura.
1. Faça um círculo com a fita e una o centro. Deixe sobrar um pedaço.
2. Franza o centr.
3. Para fazer a segunda laçada, dê meia volta na fita para que ela não fique do avesso.
4. Torça bem apertado e segure firmemente o torcido para que não solte.
5. Faça a segunda laçada por baixo da primeira, só que um pouco maior.
6. Torça novamente a fita no centro para que o outro lado não saia do avesso.
7. Dê a última laçada, segurando centro com a mão.
8. Pegue o outro pedaço de fita, ache o meio e dê uma beliscada.
9. Coloque sobre o centro do laço.
10. Puxe a fita para trás e dê um nó.
11. Por último, corte as pontas com a tesoura.
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Laço duplo 2
Você vai precisar de 2 pedaços de fita da mesma cor de face dupla (sem avesso) e tesoura.
1. Faça um círculo com a fita, deixando uma sobra.
2. Una o centro do círculo.
3. Franza o centro.
4. Com a fita que sobrou, faça uma laçada por baixo um pouco maior que a de cima. Franza o centro.
5. Faça outra laçada por baixo. Franza o centro novamente.
6. Pegue o segundo pedaço de fita, dê uma beliscada e coloque no centro do laço.
7. Puxe a fita para trás e dê um nó. Quanto mais você apertar o nó, mais ar-rumado ficará o laço.
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Laço gravata
Você vai precisar de fitas de cetim com duas larguras diferentes.
1. Faça um colarinho com a fita mais grossa.
2. Una o centro do colarinho e franza-o.
3. Coloque a fita menor por cima, puxe para trás e dê um nó.
4. Corte as pontas do laço com a tesoura.
5. Não corte a fita mais fina, pois ela servirá para amarrar o laço na peça dese-jada.
Laço gravata triplo
Você vai precisar de 3 fitas de cetim de cores diferentes, 1 fita de cetim mais fina e tesoura.
1. Faça três laços como mostrado nos passos 1, 2 e 3 do laço gravata acima.
2. Coloque um sobre o outro.
3. Coloque a fita mais fina no centro dos laços.
4. Leve a fita para trás e dê um nó.
5. Acerte as pontinhas do laço e deixe um pedaço de fita mais fina.
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Laço montado
Você vai precisar de 3 pedaços de fita de cetim de cores diferentes e tesou-ra.
1. Faça um círculo com um pedaço de fita.
2. Una o centro do círculo.
3. Faça o mesmo agora com a fita de outra cor e sobreponha as duas fitas. Franza o centro.
4. Dê uma beliscada na terceira fita e coloque-a sobre o centro.
5. Puxe a fita para trás e dê um nó.
6. Corte as pontas com a tesoura.
Laço triplo
Faça o laço duplo 2, ensinado acima, até o passo 5. Antes de colocar a ou-tra fita no centro do laço, dê mais uma laçada. Termine normalmente.
Materiais Necessários
1. Fitas Progresso ECO2/057/203, ECO3/037/209 e O495E/038/203.
2. Laço Fácil Progresso.
3. Tesoura.
4. Embalagem revestida em papel de seda dourado.
5. Bicos de Papagaio.
6. Folhagens douradas.
Após fazer as caixas, sacolas e laços, basta colocar o produto individual-mente ou na forma de quites para deixar o produto mais apresentável e valoriza-do, seja para vender ou dar de presente.
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BIBLIOGRAFIA
Autores não especificados. Coleção Boa Idéia! Artesanato em Casa. Editora Abril Cultural.
SHANNON, Faith. The art and craft of paper. Mitchell Beazley in association with Il Papiro.
Vários. Revistas mensais como Faça Fácil , Mãos de Ouro e outras. Várias Editoras: Globo, Abril, Nova Cultural.

Artesanato em sabonetes - A sofisticação do acabamento


ARTESANATO EM SABONETES
Os sabonetes artesanais podem ter as mais diversas formas, tamanhos, co-res e utilidades. Nesta apostila serão vistas algumas das técnicas artesanais de manufatura destes produtos. As técnicas estão dispostas no sistema passo-a-passo ilustradas para facilitar sua reprodução.
Nas técnicas expostas nessa apostila serão utilizados para cada quilo de massa:
 30 mL de essência. (se a essência for muito concentrada pode ser um pouco menos e se for muito fraca pode ser um pouco mais)
 30 mL de extrato glicólico. (no máximo 60 mL, no caso de usar mais de um extrato, a soma de todos não pode ultrapassar esse limite).
 Corante a gosto. (procure não exagerar na quantidade de corantes para que o sabonete não tinja a pele do usuário).
Materiais básicos:
 Panela esmaltada para derreter a massa em banho-maria ou pote de plástico para derreter a massa no micro-ondas.
 Panela maior para colocar a água do banho-maria.
 Micro-ondas ou fogão (fogareiro).
 Colher de sopa.
 Essências.
 Extratos glicólicos.
 Corantes
 Tesoura.
 Formas diversas.
 Papel bolha.
 Faca.
Observações:
 Procure não deixar a massa ferver na hora de derreter, se for necessário adicione um pouco de álcool na hora do derretimento.
 Adicione a essência e o extrato glicólico na hora que a massa estiver a menos que 50 ºC para evitar perdas.
 Só use corantes cosméticos ou alimentícios. Outros corantes podem cau-sar alergias e intoxicações.
 Após retirar os sabonetes da forma, deixars descansar uns 5 minutos sem tocar neles para não deixá-los marcados pelos dedos.
Artesanato em sabonetes: a sofisticação do acabamento
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 Após esse período faça o acabamento cortando as rebarbas com uma faca,
quando for o caso.
 Embale em plástico fino daqueles utilizado em cozinha para evitar contaminações
do sabonete e que ele absorva umidade.
Técnica da adição de vegetais
É possível adicionar as mais diversas partes de vegetais aos sabonetes com
finalidade decorativa, esfoliante, aromática, terapêutica ou uma combinação destas
funções. As sementes de erva-doce, sementes de maracujá, capim limão moído
(pó para chá), são alguns exemplos, além destas, podem ser acrescentadas pétalas
de rosas e outras flores, aveia, cravo da índia, casca de canela, diversas sementes
duras e bucha vegetal, entre outras.
É importante tomar o cuidado de utilizar apenas materiais que não cortem
ou furem a pele quando o sabão estiver sendo utilizado. As plantas também não
podem ser tóxicas, para evitar alergias e outras complicações, e estejam limpas e
secas para evitar que estraguem o sabonete pela contaminação com fungos e bactérias
ou pela liberação de líquidos. Desta forma os materiais utilizados, preferencialmente
devem ser desidratados.
Sabonete com sementes de erva-doce
As sementes podem ser adicionadas tanto a sabonetes opacos, como a sabonetes
transparentes. No caso de sabonetes opacos, sua principal finalidade é
como esfoliante; já nos sabonetes transparentes ainda se obtêm um bonito efeito
decorativo.
Procedimento
1. Corte a base branca ou transparente, em pedaços finos e derreta em banho-
maria ou no forno micro-ondas. Não deixe a massa ferver.
2. Adicione à base a essência de erva-doce o extrato glicólico e um pouco de
corante verde.
Artesanato em sabonetes: a sofisticação do acabamento
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3. Espalhe pela forma uma pequena quantidade de sementes de erva-doce e
borrife um pouco de álcool sobre elas para umedecê-las.
4. Despeje a base sobre as sementes e, se for necessário, misture as sementes
com a base ainda molhada, para distribuí-las melhor. Se formar espuma
sobre o sabonete, borrife álcool por cima.
5. Caso desejar, salpique mais algumas sementes sobre a base de sabonete
para que fiquem sementes dos dois lados deste. Espere secar e retire da
forma.
6. Espere cinco minutos e apare as bordas do sabonete com uma faca, embale
em filme plástico de cozinha.
A seguir alguns sabonetes que demonstram essa técnica.
Este procedimento pode ser utilizado para todas as sementes pequenas,
como as de maracujá, as de crista de galo (para sabonetes de morango) e as de
uva, entre outras.
Também podem ser utilizadas sementes moídas com o objetivo apenas de
esfoliação, como as de apricot, de linhaça ou mesmo de uva e maracujá.
Artesanato em sabonetes: a sofisticação do acabamento
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A aveia também pode ser utilizada, tanto na forma de farelo quanto o meio grão prensado, produzindo uma esfoliação suave e um bonito visual, particular-mente se o sabonete for opaco.
Técnica da inserção de objetos decorativos
Esta técnica é mais adequada para sabonetes transparentes, mas também pode ser utilizada em sabonetes opacos.
Podendo ser inseridas:
 Figuras impressas em guardanapos decorativos de papel, daqueles utilizados em artesanato de decapagem.
 Objetos plásticos, mas nesse caso deve-se ter um cuidado especial para que estes objetos não tenham pontas ou regiões que possam causar cortes e também não podem ser pequenos demais para não causar engasgamento em crianças.
 Peças de sabonetes, como letrinhas, bichinhos, florezinhas, coraçõe-zinhos, cubinhos de sabonetes ou mesmo retalhos de sabonetes, en-tre outros.
Figuras impressas em guardanapos de papel
Os guardanapos decorativos de papel podem ter suas figuras cortadas e in-seridas internamente ao sabonete. Devido o papel dos guardanapos ser muito fino, não ocorrerá transtornos durante o banho.
Está técnica pode ser utilizada tanto em sabonetes transparentes como em sabonetes opacos, pois a imagem escolhida fica praticamente na superfície do sa-bonete e, desta forma, mesmo nos sabonetes opacos, consegue-se ver a imagem com clareza.
Procedimento
1. Escolha um guardanapo decorativo de papel com o desenho desejado, prefira guardanapos com figuras pequenas que caibam dentro da forma, e tenha em mãos uma tesoura.
Artesanato em sabonetes: a sofisticação do acabamento
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2. Corte uma figura no guardanapo e retire as camadas brancas do papel.
Geralmente são duas.
7. Corte a base branca ou transparente em pedaços finos e derreta em banhomaria
ou no forno micro-ondas. Não deixe a massa ferver.
3. Adicione à base a essência de sua escolha, o extrato glicólico e o corante.
Não coloque muito corante para não interferir com a imagem.
4. Borrife álcool na forma para facilitar a retirada do sabonete.
5. Caso a base seja transparente coloque um pouco de base e a imagem sobre
ela dentro da forma, com o lado da figura para baixo e ajuste-a com
auxílio de um palito. Se a base for opaca coloque-a diretamente na forma.
6. Complete a forma com a base.
Artesanato em sabonetes: a sofisticação do acabamento
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7. Caso forme espuma borrife álcool sobre o sabonete. Espere secar, desenforme
e após cinco minutos faça o acabamento nas bordas do sabonete
com uma faca e embale em filme plástico de cozinha.
Na figura a seguir têm-se alguns resultados desta técnica.
Mini sabonetes opacos de diversas formas
Este é uma das melhores ideais em relação à inserção de objetos dentro de
sabonetes, os mini sabonetes podem ser feitos de massa transparente ou opaca,
podem-se colocar também retalhos de sabonetes, cubinhos de sabonete ou mesmo
fatias enroladas de sabonetes, entre outras opções.
Procedimento
1. Corte a base opaca, para fazer os mini sabonetes, em seguida derreta a
base em banho-maria ou no forno micro-ondas, sem deixar ferver.
2. Adicione à base o corante, o extrato glicólico e a essência.
3. Borrife álcool nas formas dos mini sabonetes, para facilitar a retirada, em
seguida despeje a base colorida e perfumada.
Artesanato em sabonetes: a sofisticação do acabamento
7
4. Espere secar e retire os mini sabonetes da forma. Espere uns cinco minutos
e se necessário, com uma faca, de o acabamento nas bordas.
A seguir temos alguns exemplos de formatos de mini sabonetes.
5. Corte a base transparente em pedaços finos e derreta em banho-maria ou
no forno micro-ondas sem deixar a massa ferver.
6. Adicione à base a mesma essência que foi utilizada ao mini sabonete.
Acrescente apenas um pouco de corante e o extrato glicólico.
7. Borrife álcool na forma para facilitar a retirada do sabonete e despeje um
pouco da base transparente na forma.
8. Insira o mini sabonete na forma, com o detalhe decorativo para baixo e
preencha o restante com base. Tome sempre o cuidado de esperar a base
transparente esfriar para não derreter os mini sabonetes.
Artesanato em sabonetes: a sofisticação do acabamento
8
9. Se formar espuma borrife álcool sobre o sabonete. Espere secar, retire o
sabonete da forma e após cinco minutos faça o acabamento com a faca e
embale em filme plástico.
Na figura a seguir são vistos alguns resultado desta técnica.
Cubinho de sabonetes opacos
Da mesma forma que a inserção de pequenos sabonetes, podemos também
inserir retalhos de diversos formatos em sabonetes transparentes, ou opacos para
corte. Como os retalhos podem apresentar formas geométricas ou totalmente aleatórias
à diversidade de resultados é praticamente infinita.
Procedimento
1. Corte a base opaca, para fazer os cubinhos e derreta em banho-maria ou
no forno micro-ondas sem deixar ferver.
2. Adicione o corante, a essência e o extrato glicólico.
3. Faça sabonetes retangulares de várias cores com altura de meio centímetro
ou menos, com a base opaca.
Artesanato em sabonetes: a sofisticação do acabamento
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4. Para fazer cubinhos, corte os sabonetes feitos no item anterior em tiras e
depois em pequenos cubos. Podem ser cubos maiores ou bem pequenos.
5. Corte a base transparente, em pedaços finos e derreta em banho-maria
ou no forno micro-ondas. Não deixe a massa ferver.
6. Borrife a forma com álcool e acrescente os cubinhos usando sua criatividade,
pode colocar apenas no fundo, ou encher toda a forma com eles.
7. Termine de preencher a forma com a base transparente. Tome sempre o
cuidado de não adicioná-la muito quente para não derreter os cubinhos.
8. Caso forme espuma borrife álcool sobre o sabonete. Espere secar e retireo
da forma. Após 5 minutos faça o acabamento com uma faca e embale
em filme plástico.
Na figura a seguir podemos ver o resultado desta técnica.
Artesanato em sabonetes: a sofisticação do acabamento
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Técnicas especiais
O artesanato em sabonete permite uma variação muito grande de motivos
e de técnicas, a seguir estão descritas algumas técnicas especiais que podem ser
adaptadas a outras situações além das apresentadas aqui.
A técnica mais simples nesse tópico é a de fazer um sabonete com uma
camada transparente e uma camada opaca. Embora não seja complicada exige
alguns cuidados específicos na sua confecção.
Uma forma criativa de misturar a base transparente com a opaca é a criação
de sabonetes arredondados em forma de frutas, como laranja, limão, melancia
e coco, por exemplo, ou ainda tortas em várias camadas.
Técnica das frutas cítricas
Com essa técnica pode-se criar uma fatia de laranja, limão ou outra fruta
com gomos.
Procedimento
1. Corte a base transparente, em pedaços finos e derreta em banhomaria
ou no forno micro-ondas. Não deixe a massa ferver.
2. Adicione na base o corante amarelo, o extrato glicólico e essência de
laranja.
3. Borrife álcool na forma, para facilitar a retirada do sabonete e, em seguida,
despeje a base.
Artesanato em sabonetes: a sofisticação do acabamento
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4. Espere secar e retire o sabonete da forma. (trocar figura)
5. Com uma forma redonda de metal corte o sabonete.
6. Divida o sabonete redondo em oito partes. Tenha o cuidado de sempre
cortar no meio para os gomos saírem com tamanhos parecidos. Em
nosso exemplo, são utilizados apenas seis.
7. Em uma forma circular um pouco maior feche o fundo com filme plástico.
8. Corte a base opaca e derreta em banho-maria ou no forno microondas,
sem deixar ferver.
9. Adicione à base branca um pouco de essência de laranja e extrato glicólico.
Artesanato em sabonetes: a sofisticação do acabamento
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10. Borrife álcool na forma, adicione os gomos espaçadamente e despeje
a base branca para preencher os espaços vazios. Não ponha a base
muito quente para não derreter os gomos.
11. Espere secar, tire o filme plástico e retire a mini-laranja da forma.
Na figura a seguir podemos ver o resultado obtido.
Técnica do corte e preenchimento
A seguir, o passo-a-passo de como fazer sabonetes com diversos enfeites
criados por corte de pedaços do sabonete, que são retirados e depois, tem essas
partes preenchidas com outra base.
Procedimento
1. Corte a base opaca em pedaços finos e derreta no forno micro-ondas
ou em banho-maria sem deixar ferver.
2. Separe a base derretida em dois potes.
Artesanato em sabonetes: a sofisticação do acabamento
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3. Neste exemplo será adicionada a essência de cedro, o extrato glicólico
e o corante amarelo em umas das massas. Reserve a outra massa.
4. Borrife álcool nas formas, para facilitar a retirada e, em seguida preencha
a forma com a base amarela.
5. Espere a base ficar totalmente seca e desinforme.
6. Corte o sabonete no meio com o auxílio de uma faca e ponha as duas
metades dentro de formas separadas.
7. Derreta novamente a massa reservada, adicione corante verde, extrato
glicólico e essência de cedro.
8. Com a base verde quente, preencha a outra metade da forma.
Observe que a massa tem que estar quente para que grude na massa seca,
se a massa não estiver bem quente o sabonete irá se separar quando secar.
Artesanato em sabonetes: a sofisticação do acabamento
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9. Espere secar e retire da forma. Após 5 minutos faça o acabamento
com a faca e coloque o filme plástico.
Na figura a seguir alguns exemplos do uso desta técnica.
Técnica das frutas arredondadas de sabonete
Aqui será vista uma técnica de como criar frutas de sabonete com o uso de
formas redondas. Faremos um maracujá cortado ao meio, da mesma forma podese
fazer uma goiaba, maracujás, melancias ou cocos, entre outras.
Procedimento
1. Corte a base opaca e derreta-a no forno micro-ondas ou no banho-maria,
sem deixar ferver.
2. Coloque a essência de maracujá, o extrato glicólico e o corante amarelo.
O corante pode ser em pó ou líquido.
3. Utilize forma redonda para fazer velas. Borrife com álcool a parte interna
da forma e em seguida preencha-a com a base opaca amarela.
Artesanato em sabonetes: a sofisticação do acabamento
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4. Espere secar e retire o sabonete.
5. Com uma colher de café, vá raspando o centro da forma até deixar apenas
uma casca de sabonete amarelo.
6. Derreta a base transparente em banho-maria ou no forno micro-ondas
sem deixar ferver.
7. Adicione à base transparente a essência de maracujá, o corante e o extrato
glicólico.
8. Despeje a base transparente na cavidade do sabonete de maracujá.
Não deixe a base transparente muito quente, senão irá derreter a base opaca.
Também não deve estar muito fria, para não se soltar quando esfriar.
9. Adicione sementes de maracujá na massa transparente ainda líquida.
Artesanato em sabonetes: a sofisticação do acabamento
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10. Para dar o acabamento final, passe um pano sobre o sabonete tirando as
rebarbas e as diferenças de altura nas bordas. Após cinco minutos embalar
em filme plástico.
Na figura a seguir podemos ver alguns produtos feitos por essa técnica.
Favo de Mel
Aqui será visto como fazer um sabonete artesanal sem o uso de uma forma
padrão. A ideia é criar um sabonete que lembre um favo de mel.
Procedimento
1. Corte a base transparente em pedaços finos e derreta em banho-maria ou
no forno micro-ondas sem deixar ferver.
2. Adicione à base a essência de mel, o corante e o extrato glicólico.
3. Estenda um plástico de bolhas pequenas, utilizado para proteção de mercadorias
delicadas. Despeje a base sobre o lado com as bolhas no plástico,
formando uma camada de uns 3 milímetros sobre as bolhas. Cuidado
para não escorrer a base para fora do plástico.
Artesanato em sabonetes: a sofisticação do acabamento
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4. Espere secar, mas com a massa ainda morna vá retirando-a do plástico
por uma das pontas.
5. Vá enrolando a base da forma mais compacta possível, tenha cuidado para
não quebrar a base.
6. Opcionalmente corte as pontas e divida a base em pedaços de aproximadamente
100 gramas. Embale em filme plástico de cozinha.

Sabonetes prensados Extratos glicólicos e outros aditivos

OS SABONETES
Os sabonetes sólidos podem ser classificados de diversas formas tais como:
 Opacos.
 Transparentes.
 Artesanais.
 Glicerinados.
 Industriais.
 Fitoterápicos.
 Medicinais.
 Modelados.
 Prensados.
 Decorativos.
 Sintéticos.
 Naturais.
Em muitas ocasiões, os sabonetes podem se incluir em mais de uma destas categorias. Mas nessa apostila vamos ver como se produz aquele tipo de sabonete voltado ao uso diário, seja apenas para o banho ou para deixar a pele mais sedo-sa, estamos falando dos sabonetes prensados.
A principal diferença entre o sabonete modelado e o prensado está no fato que um é derretido e colocado para secar em um molde para adquirir um determi-nado formato enquanto o outro é colocado seco em uma prensa e aí então recebe sua forma como os que geralmente são encontrados nos mercados.
COMO PRODUZIR SABONETES PRENSADOS
A massa base de um sabonete prensado não difere muito de um sabonete artesanal, apenas não recebe solventes para que possa ser derretido.
Outras diferenças consistem no fato de que o sabonete para ser prensado deve ter uma quantidade de umidade baixa e, dessa forma, deve ter a massa seca antes de ser prensado e os aditivos serem adicionados na massa em pó.
Equipamentos
Os equipamentos utilizados para a produção da massa são os mesmos vis-tos para a produção da base glicerinada.
Sabonetes prensados: extratos glicólicos e outros aditivos
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 2 tachos esmaltados, o menor com capacidade mínima de 15 Litros e o outro com capacidade mínima de 20 litros, para o banho-maria.
 1 colher de aço, plástico duro ou de madeira, com cabo longo, para agi-tar a massa.
 1 fogão a gás caseiro, industrial, fogão a lenha ou fogareiro.
 1 termômetro de álcool, mercúrio ou digital, com capacidade de leitura de até 120 °C.
 1 mixer ou batedeira de clara manual.
 1 avental.
 1 óculos de segurança.
 1 luva plástica.
 Papel para medir o pH.
 1 borrifador de plástico.
 1 balança de cozinha.
 1 copo medidor de volumes.
 1 extrusora.
 1 prensa.
 Formas para secar a massa.
Materiais
Os materiais também são os mesmos.
Solução de soda
 910 g de água.
 910 g de soda 99.
Gorduras
 4.500 g de sebo bovino purificado.
 1.000 g de óleo de soja purificado.
 1.000 g de óleo de mamona.
Sabonetes prensados: extratos glicólicos e outros aditivos
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Solventes
 2.200 g de álcool de cereais.
 1.200 g de glicerina.
 2.300 g de açúcar cristal claro.
 1.390 g de água.
Outros
 Ácido cítrico para controlar o pH, caso seja necessário.
 0,200 L de lauril sulfato de sódio (opcional).
 90 g de dióxido de titânio, se desejar fazer sabonete glicerinado opaco.
Procedimentos na produção da massa base para sabonete
1. Pesar o sebo e os óleos.
2. Colocar o sebo no tacho esmaltado e aquecer em banho-maria até que es-teja totalmente derretido, acrescente o óleo e deixa a temperatura ficar em torno de 75 ºC.
3. Pesar a soda e medir a quantidade de água para sua dissolução.
4. Colocar em uma vasilha a água e em seguida adicionar a soda, mexendo até ela esteja toda dissolvida.
o Não utilizar água quente neste processo.
o Observe que a solução irá se aquecer sozinha, cuidado para não se queimar ao tocar na vasilha.
o Evite respirar os vapores produzidos, pois são tóxicos.
o Jamais coloque água sobre a soda, pois poderá espirrar em você.
5. Deixe a temperatura da solução de soda ficar em torno de 70 ºC. Então adicione lentamente a solução de soda à gordura enquanto mexe a mistu-ra vigorosamente com uma colher.
6. Misture a massa até ela ficar com uma aparência cremosa, semelhante a uma polenta mole (ponto de traço).
7. Quando atingir o ponto, deixe a massa cozinhando por cerca de uma hora até toda massa estar gelificada, parecendo um creme semitransparente.
8. Colocar na forma para secar.
Sabonetes prensados: extratos glicólicos e outros aditivos
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Preparando a massa
1. Quando a massa estiver endurecida e fria desinforme.
2. Cortar a massa com um fatiador de batatas em escamas bem finas.
3. Colocar para secar pelo prazo de uma semana a 15 dias.
4. Quando estiver bem seca, quebrando nos dedos, colocar na extrusora e moer pelo menos 2 vezes.
5. Em uma caixa, adicionar o corante, o extrato glicólico, a glicerina, o ami-do de milho e o dióxido de titânio e misturar bem.
6. Colocar novamente na extrusora e passar até que a massa esteja bem homogênea.
7. Cortar os pedaços e levar para ser prensado.
8. Prensar, carimbar e embalar em plástico e depois nas caixas.
EXTRATOS GLICÓLICOS
Os extratos glicólicos são obtidos por processo de maceração, infusão ou percolação de uma erva em um solvente glicólico, podendo ser este o propileno glicol ou a glicerina pura. Estes extratos tem seu principal uso nos fito-cosméticos. A rigor, é utilizado apenas o propileno glicol.
Os extratos glicólicos são os mais utilizados em sabonetes e produtos de perfumaria. Nestes extratos, em geral, o peso da erva e do solvente corresponde a uma relação de 1 para 5. Isso significa que 100 g de erva seca permite preparar 600 g de extrato glicólico bruto.
Como exemplo, vamos preparar um extrato glicólico de erva-doce:
1. Coletar as sementes de erva-doce e desidratá-las a uma temperatura entre 25 e 40 ºC.
2. Pesar 200 g das sementes desidratadas.
3. Esmagar (macerar) as sementes em um pilão (ou no liquidificador) até a mesma se transformar em pó.
4. Colocar o pó em um recipiente de vidro âmbar ou vidro branco reco-berto por papel alumínio e adicionar uma mistura com 1.000 g de pro-pileno glicol. (alternativamente pode-se usar glicerina bidestilada ou uma mistura de 4 partes de glicerina e uma de álcool).
Sabonetes prensados: extratos glicólicos e outros aditivos
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5. Deixar por 72 horas em repouso com o vidro fechado e ao abrigo de luz e de calor.
6. Depois colocar a mistura de líquido e pó em uma panela e deixar em banho-maria a uma temperatura de aproximadamente 40 ºC por 1 hora.
7. Após este tempo, passar a mistura em um filtro de café (filtro de pa-pel ou de algodão).
8. Guardar em frasco escuro fechado, protegido da luz e do calor.
Tal procedimento pode ser utilizado para todas as plantas para a extração do extrato glicólico. Mas tenha muito cuidado de extrair o extrato glicólico apenas de plantas conhecidas para evitar a extração de substâncias tóxicas e perigosas à saúde.
Quando se tratar de frutas ou legumes suculentos, primeiro trituramos no liquidificador e depois coamos para separar a parte sólida. Desta parte sólida fa-zemos o extrato.
No caso de frutas pastosas, como a banana e o abacate, podemos fazer a infusão diretamente com a fruta, somente passando-a no liquidificador.
Veremos, a seguir, uma lista de ervas e frutas e as principais aplicações dos seus extratos glicólicos.
Caso você deseje preparar seu próprio extrato glicólico use uma destas plantas. Mas antes, procure em bibliografias especializadas quais as partes da planta podem ser utilizadas, não inove, para evitar riscos.
Preste muita atenção, pois existem plantas que são conhecidas regional-mente pelo nome de outra. Caso tenha dúvida em relação a planta que queira Uti-lizar é melhor comprar os extratos já preparados em lojas especializadas. Material Propriedades e aplicações dos extratos glicólicos
Hidratan-te
Emolien-te
Amaciante
Suavizan-te
Uso e outras propriedades
Abacateiro
X
X
Usado para peles e cabelos secos ou resseca-dos.
Alecrim
Adstringente, anticaspa, antisséptico, antimi-cótico, antioxidante, antiacnéico e cicatrizan-te.
Alface
X
X
X
Rejuvenescedor, hidratante, calmante da pele, contra icterícia, contra inflamação.
Alfazema
X
Calmante, purificante para peles acneícas. Indicado para dermatites, eczemas, abces-sos, pediculose, psoríase e queimaduras.
Algodoeiro
X
X
Anti-inflamatório, ajuda a combater acnes e cravos, é hidrófilo.
Alho
Rubefaciante, anti-inflamatório e antiradicais livres, antiacnéico.
Aloe Vera (Babosa)
X
X
X
Anti-inflamatório, cicatrizante, refrescante, condicionador, protege e nutre a pele.
Amêndoas
X
X
Anti-inflamatório.
Sabonetes prensados: extratos glicólicos e outros aditivos
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doces.
Arnica
Adstringente, antisséptico, anti-inflamatório, anticaspa, combate a oleosidade da pele, descongestionante, ativador da circulação periférica, cicatrizante, tonificante, anestési-co. É indicado no tratamento de pele acnéica, como estimulante de couro cabeludo, como coadjuvante no tratamento da celulite.
Aveia
X
X
X
Cicatrizante, condicionador, protege e nutre a pele.
Barbatimão
Adstringente e antisséptico.
Bardana
X
X
Anti-inflamatório, fungicida, cicatrizante, calmante, antisséptico, antisseborréico, ads-tringente e estimulante do couro cabeludo nas dermatites descamantes.
Bétula
Tem ação adstringente, tônico capilar. É usa-do como coadjuvante no tratamento externo da celulite. Auxilia no tratamento da caspa e da seborreia.
Broto de Bambú
X
X
X
Condicionador e fonte de aminoácidos.
Calêndula
X
Antisséptico, anti-inflamatório, aromatizante, cicatrizante, dermoprotetor, tonificante, antialérgico e bactericida.
Camomila
X
Antisséptico, anti-inflamatório, antioxidante, cicatrizante, refrescante, protetor solar. Indi-cado para pele sensível e delicada.
Castanha do Pará
X
Nutritivo, lubrificante e vitaminizante. Apre-senta amplo êxito na conservação da textura da pele.
Cavalinha
X
X
Adelgaçante, adstringente, antilipêmico, antioleosidade, remineralizante, anti-inflamatório, abrasiva e tonificante.
Cenoura
X
Anti-radicais livres calmante cicatrizante e dermoprotetor.
Chá Verde
Estimulante, adstringente, antiradicais livres, antilipêmico, adelgaçante, antibacteriano. Melhora a microcirculação periférica.
Confrei
X
X
X
Antisséptico, anti-inflamatório, antiacnéico, antirrugas, cicatrizante, tonificante, protetor e restaurador de tecidos.
Erva-doce
X
Antisséptico, refrescante, calmante, antirru-gas, antioleosidade.
Gérmen de Trigo
X
X
Antiradicais livres, calmante, condicionador, protege e nutre a pele, antirrugas, tonificante e regenerador da pele.
Ginkgo Biloba
X
X
Antiradicais livres, ativador da microcircula-ção e anti-inflamatório.
Hamamélis
Adstringente, anticaspa, antisseborréico, vaso protetor, vaso constritor, descongestio-nante e antiacnéico.
Hera
Antiradicais livres, anticelulítica, cicatrizante, vaso dilatadora, antioxidante e regenerador, antirrugas.
Hortelã
Rubefaciante, antisséptico, refrescante, cal-mante, descongestionante, estimula a circu-lação periférica, é ligeiramente anestésico.
Ipê Roxo
Antisséptico, anti-inflamatório e analgésico.
Jaborandi
Adstringente, antisséptico, antioleosidade e estimulante capilar.
Leite de Coco
X
X
Nutritivo. Proporciona condicionamento da pele e cabelo.
Lírio
X
X
X
Refrescante, demulcente, regeneradora de pele, reguladora da oleosidade.
Macela
X
Antiradicais livres, antibacteriano, antioxi-dante, foto protetor, anti-inflamatório e an-tisséptico. Utilizado para pele e cabelos deli-cados.
Malva
X
X
X
Adstringente, anti-inflamatório, antisséptico, antirrugas, cicatrizante, protege e nutre a pele.
Mel
X
X
X
Tônico, bactericida, remineralizante, nutriti-vo, desinfetante da pele, atenua rugas e asperezas da pele.
Pepino
X
X
Antisséptico, calmante, clareador de man-chas, ligeiramente adstringente.
Pólen Sil-vestre
X
Tonificante, remineralizante, restaurador da pele.
Própolis
Antimicrobiano, cicatrizante, anti-inflamatório, bactericida, protetor e regene-rador de tecidos. Auxiliar no tratamento de peles oleosas e acneícas.
Sabonetes prensados: extratos glicólicos e outros aditivos
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Quina Ver-melha
Adstringente, anticaspa, antisséptico e esti-mulante do crescimento capilar.
Rosa Branca
X
X
X
Adstringente, cicatrizante, antisséptico, cal-mante e refrescante da pele, restaurador e antiradicais livres.
Salsa
Antirrugas, combate oleosidade da pele.
Sálvia
X
Adstringente, antisséptico, anti-inflamatório, cicatrizante, dermopurificador, anticaspa, antiquada, antioxidante e combate a oleosi-dade.
Soja
X
Remineralizante Estimula a renovação celu-lar.
Urtiga
Antisseborréico, estimulante capilar, revulsi-vo, rubefaciente, tonificante, adstringente, antiradicais livres e antiacnéico.
Zimbro
X
Anestésico, antisseborréico, antimicótico e desodorizante.
Ginseng
X
X
Cicatrizante, dermopurificante, descongesti-onante. Tem efeito bioativador, tonificando, regenerando os tecidos da pele.
A tabela a seguir ilustra algumas das propriedades do extrato glicólico de frutas comuns.
Frutas
Propriedades e aplicações dos extratos glicólicos
Abacaxi
Adstringente, emoliente, clareador de manchas, amaciante, anti-inflamatório, cicatrizante e hidratante.
Açaí
Remineralizante, hidratante e emoliente.
Acerola
Antiradicais livres, antioxidante, hidratante, remineralizante, dermoprotetor e tonificante. Sua-viza e amacia a pele.
Amora
Tem ação refrescante, adstringente, hidratante, anti-inflamatória.
Caju
Nutritivo para pele e cabelos, hidratante, emoliente e suavizante.
Carambola
Remineralizante, hidratante, emoliente e suavizante.
Cupuaçu
Remineralizante, hidratante, emoliente e suavizante.
Guaraná
Adelgaçante, antilipêmico, ativador da micro circulação e estimulante capilar.
Kiwi
Proporciona efeito hidratante sobre a pele. É refrescante e antiradicais livres.
Limão
Tem ação hidratante, estimulante da circulação periférica, antiradicais livres, clareadora, tônica e adstringente.
Mamão
Refrescante, umectante, clareador da pele, antioxidante, hidratante, suavizante e amaciante da pele.
Manga
Antiradicais livres, emoliente, refrescante, equilibrante, purificante, vivificante da pele e restau-radora de tecidos.
Maracujá
Adstringente, antisséptico, fecha os poros e refrescante.
Melancia
Amaciante, hidratante, refrescante, remineralizante e tonificante.
Melão
Hidratante, suavizante, remineralizante e antioxidante.
Morango
Tem ação hidratante, refrescante, emoliente, anti-inflamatória. Suaviza e limpa a pele.
Papaia
Refrescante, umectante, clareador da pele, antioxidante, hidratante, suavizante e amaciante da pele.
Pêssego
Tem ação refrescante, antiradicais livres, purificadora da pele, regeneradora. Age como tônico, auxiliando na manutenção do tônus e elasticidade da pele.
Pitanga
Remineralizante, hidratante, suavizante, antioxidante e renovador celular.
Romã
Adstringente, antioleosidade, cicatrizante, refrescante e tonalizante.
Tangerina
Adstringente e antisseborréico, hidratante, remineralizante e nutritivo.
Uva
Adstringente, antisseborréico, anti-inflamatório, firmador da pele e queratolítico.
Normalmente, os extratos glicólicos são utilizados em receitas de sabonetes na quantia de 15 a 30 ml de cada extrato, por quilograma de base de glicerina, nunca deixando a soma dos extratos ultrapassar 50 mL por quilograma.
Sabonetes prensados: extratos glicólicos e outros aditivos
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Partes utilizadas para fazer ex-trato glicólico
Cada planta tem uma parte mais apropriada para se extrair o extrato glicó-lico, como por exemplo:
 Abacateiro: usam-se as folhas secas, caroço ralado e seco e os fru-tos.
 Abacaxi: usam-se as folhas secas, fruto e casca.
 Açaí: usam-se os frutos.
 Acerola: usam-se os frutos.
 Alface: usam-se as folhas frescas, os talos e o leite.
 Alfazema: usam-se as folhas e flores secas.
 Alecrim: usam-se as folhas e ramos secos.
 Algodoeiro: usam-se as folhas e as cascas da raiz.
 Alho: usam-se os bulbos.
 Amora: usam-se os frutos e a folha.
 Arnica: usam-se as folhas e flores secas.
 Aveia: usam-se as folhas e sementes secas.
 Babosa: usa-se a seiva e a polpa das folhas.
 Barbatimão: usam-se as folhas secas e a casca da árvore.
 Bardana: usam-se as folhas frescas e as flores secas.
 Bétula: usam-se as folhas secas e as sementes.
 Caju: usam-se folhas e casca do caule.
 Calêndula: usam-se as folhas, flores e caule, todos secos.
 Camomila: usam-se as flores secas.
 Carambola: usam-se as folhas e os frutos.
 Cavalinha: usa-se a parte aérea seca.
 Cenoura: usam-se as folhas e a raiz secas.
 Chá verde: usam-se as folhas secas.
 Confrei: usam-se as folhas maduras e secas.
 Cupuaçu: usam-se as folhas secas e os frutos.
 Erva-doce: usam-se os frutos secos.
 Ginko-biloba: usam-se as folhas secas.
 Ginseng: usa-se a raiz.
 Guaraná: usam-se as sementes.
 Hamamelis: usam-se as folhas e a casca do caule seco.
 Hera: usam-se as folhas secas.
 Ipê roxo: usa-se a casca e as folhas secas.
 Jaborandi: usam-se as folhas secas.
 Kiwi: usam-se os frutos.
 Limão: usam-se as folhas e o sumo.
 Lírio: usam-se os rizomas e as flores.
Sabonetes prensados: extratos glicólicos e outros aditivos
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 Marcela: usam-se as folhas secas.
 Malva: usa-se a folha seca e as raízes.
 Manga: usam-se as folhas.
 Mamão: usa-se o leite.
 Maracujá: usa-se a folha seca.
 Melão: usam-se os frutos.
 Melancia: usam-se os frutos.
 Morango: usam-se frutos e folhas.
 Menta: usam-se as folhas.
 Papaia: usa-se o leite.
 Pepino: usam-se os frutos frescos.
 Pêssego: usam-se as folhas e os frutos.
 Pitanga: usam-se as folhas e os frutos.
 Quina vermelha: usam-se as cascas do caule.
 Romã: usa-se a casca do tronco, fruto e folhas.
 Rosa branca: usam-se as pétalas.
 Salsa: usam-se as folhas.
 Sálvia: usam-se as folhas secas.
 Soja: usam-se os brotos e as folhas.
 Tangerina: usam-se as folhas e o sumo.
 Urtiga: usam-se as folhas frescas.
 Uva: usam-se os frutos.
 Zimbro: usam-se os frutos maduros.
Argilas
As argilas são muito indicadas para produtos cosméticos devido a sua es-trutura e seu elevado conteúdo de sais minerais. Elas são naturalmente cicatrizan-tes, controladores de oleosidade, estimulantes e ativadoras das funções imunológi-cas. As diferentes cores existentes são devido à variação dos compostos minerais.
Não é aconselhável colocar grandes quantidades de argilas em sabonetes sólidos para que não causem amolecimento do produto. As principais argilas en-contradas no mercado são?
 Argila branca: é a mais leve de todas, possui propriedades cicatri-zantes, devido à elevada porcentagem de alumínio presente em sua composição. É menos absorvente sendo indicada para produtos para peles sensíveis e também usados em máscaras faciais, loções e xam-pus para cabelos secos.
 Argila rosa: tem propriedades cicatrizantes e suavizastes. Por ser extremamente suava, pode ser usado todos os dias sem ressecar a pele, é recomendada para peles desidratadas e delicadas e em más-
Sabonetes prensados: extratos glicólicos e outros aditivos
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caras faciais, loções, cremes. Especialmente indicada para produtos calmantes como pós-depilatórios, pós-barba e talcos.
 Argila verde: contém magnésio, cálcio, potássio, manganês, fósforo, zinco, alumínio, silicone, cobre selênio, cobalto e molibdênio. Possui ação absorvente. Utilizada principalmente para produtos para pele acneícas e oleosa e em produtos para cabelos oleosos.
 Argila vermelha: menos absorvente que a argila verde, é rica em óxido de ferro e cobre. Usada em máscaras faciais, cremes e xampus para cabelos normais são indicada para peles oleosas.
 Argila marinha: é rica em minerais e tem uma cor bem escura, ser-vindo para tonificar a pele.
Óleos carreadores
São óleos que servem de veículo para os óleos essenciais serem emprega-dos, os melhores são os refinados para não interferir na qualidade dos óleos es-senciais.
Cada óleo carreador possui propriedades particulares que os distingue uns dos outros. A seguir tem-se uma pequena lista ilustrativa de óleos carreadores e indicações de uso por tipo de pele. Óleos para pele seca Óleos para pele normal Óleo para pele oleosa Óleo de amêndoas Óleo de rícino Manteiga de cacau Óleo de amendoim Óleo de palma Azeite de oliva Óleo de milho Óleo de gergelim Óleo de soja Óleo de canola Óleo de jojoba Óleo de calêndula por infusão Óleo de semente de uva Óleo de girassol Óleo de avelã Óleo de noz
Lembre-se que os óleos indicados para pele oleosa podem ser empregados em peles secas, porém não se deve fazer o contrário. Evite o uso de óleos carrea-dores em peles com problema de acne.
Devemos ter em mente que a proporção de óleo essencial adicionada ao óleo carreador deve estar entre 2 a 3 % do volume.
Sabonetes prensados: extratos glicólicos e outros aditivos
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Sobrengurdurantes
Qualquer material gorduroso pode ser utilizado como agente sobrengordu-rante. Os agentes sobrengordurante são adicionados na massa do sabonete após ter ocorrido toda a saponificação e carregam com sigo algumas propriedades im-portantes atuando na pele e cabelos de quem os utilizam na forma do produto fi-nal.
Mesmo um óleo ou gordura utilizado para produzir o sabonete quando adi-cionado em excesso e não tendo sido totalmente saponificado é considerado um sobrengordurante, da mesma forma que os óleos carreadores adicionados à massa de sabonete juntamente com os óleos essenciais.
Deve-se apenas ter cuidado na fabricação de sabonetes transparentes e translúcidos, pois estes podem ficar turvos em função dos sobrengurdurantes.
A tabela a seguir traz alguns sobrengurdurantes e suas principais proprie-dades. Agente Propriedades
Óleo de amêndoas doces
Propriedades emolientes e suavizantes. Nutre e tonifica, conferindo uma oleosidade natural, evitando o aparecimento de rugas precoces. Indicado para peles secas, sensíveis e envelhecidas. Também utiliza-da na prevenção de estrias.
Óleo de andiroba
Age como hidratante corporal e tem função regeneradora, ajuda a combater afecções da pele, antiácnes e anti-inflamatória. Em maior concentração também é utilizado como repelente natural de insetos.
Óleo de Buriti
Rico em vitamina A e carotenoides tem atividade cicatrizante, alivia os efeitos das queimaduras de sol e proporciona proteção natural a pele. Tem forte efeito emoliente.
Óleo de caroço de abaca-te
Nutre e revitaliza a pele.
Óleo de castanha do Pará
Excelente emoliente e hidratante.
Óleo de cenoura, coco e urucum
Vegetais com propriedades emolientes, e muito utilizados nos pro-cessos de bronzeamento.
Óleo de copaíba
Atua como germicida, evitando afecções na pele e couro cabeludo, também é hidratante e suavizante da pele.
Óleo de cupuaçu
Emoliente de toque agradável, amacia e suaviza a pele, permitindo a recuperação da umidade natural e da elasticidade. Bom para ser uti-lizadas em peles secas e mal tratadas.
Óleo de gérmen de trigo
Rico em vitamina E, tem ação oxidante e previne a formação de ru-gas. Também é utilizado como conservante para outros óleos.
Óleo de linhaça
Usado para tratamentos de eczemas, acnes e dermatite, tem poder cicatrizante.
Óleo de maracujá
Promove a nutrição e hidratação do tecido cutâneo e aumenta a se-dosidade da pele
Óleo de rosa mosqueta
Emoliente, cicatrizante, ótimo para queloides. Peles manchadas e sem vida, rico em ácidos graxos.
Óleo de semente de gi-rassol
É hidratante e nutritivo para as peles.
Óleo de semente de uva
Possui hidratação profunda, ajuda na regeneração do tecido cutâneo e revitaliza a pele, sendo muito empregado na prevenção de estrias. Presente em óleos pós-banho, produtos pós-sol e sabonetes.
Silicone
Substância sintética, que forma sobre a pele uma película impermea-
Sabonetes prensados: extratos glicólicos e outros aditivos
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bilizante protetora da queratina. Sua principal ação é repelir a água.
A seguir uma descrição de alguns óleos e gorduras que podem ser utiliza-dos como sobrengurdurantes juntamente com algumas de suas principais proprie-dades:
Óleo de urucum e extrato de cenoura: contêm vitamina A, são emolien-tes, e muito utilizados nos processos de bronzeamento.
Óleo de amêndoas: além do seu poder de limpeza, é emoliente e suavi-zante. Nutre e tonifica, conferindo uma oleosidade natural, evitando o aparecimen-to de rugas precoces. Indicado para peles secas, sensíveis e envelhecidas.
Óleo de semente de uva: contém vitamina E e F, combate o envelheci-mento precoce, controla a oleosidade, tem ação regeneradora e revitalizan-te. Utilizado como protetor da pele.
Óleo de gérmen de trigo: rico em vitamina E. Possui ação hidratante e aumenta a elasticidade da pele.
Óleo da poupa do abacate: seu óleo é rico em vitaminas A, B1, B2 e C, o que o torna altamente hidratante. Além de nutritivo para a pele facial e corporal, é muito utilizado para amaciar o cabelo, massagem em geral e massagem muscular. Tem propriedades balsâmicas especiais para o tratamento de queimaduras. Exce-lente para peles secas, pois é emoliente.
Óleo de copaíba: antisséptico e cicatrizante, excelente para peles acneí-cas. Usado também para o controle de caspas. Bom para peles oleosas.
Óleo de andiroba: o produto é indicado para o tratamento intensivo da acne e de outras agressões à pele que apresentam processo inflamatório. Todos os tipos de pele. Poderoso repelente.
Azeite de oliva: tem ação antirrugas, hidrata e suaviza a pele seca, é puri-ficador, calmante, serve para amolecer as impurezas da pele e tornar mais fácil sua eliminação, melhora a elasticidade da pele. Possui vitaminas A, D, K e E.
Manteiga de caroço de manga: emoliente, umectante, hidratante, para peles secas, cabelos quebradiços e opacos.
Manteiga de karité: suaviza as irritações da pele, umectante, emoliente e hidratante.
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OUTROS INGREDIENTES
Leite de Cabra: é usada para fechar poros dilatados, clareia e suaviza a pele. Ele é um poderoso hidratante com propriedades rejuvenescedoras e calman-tes da pele.
Mel de abelha europeia: o mel puro tem a função de amaciar e nutrir a pele, deixando sobre ela uma agradável sensação de limpeza e bem estar. Estimu-lando a circulação periférica e ajudando a clarear manchas.
Aveia: é remineralizante, emoliente e nutritiva. Também age como um leve esfoliante.
Sal: capaz de neutralizar a eletricidade do corpo. Atua em todo o corpo físi-co e emocional, dando uma sensação de leveza. Age como esfoliante moderado. Não deve ser utilizado no rosto.
Enxofre: anti-inflamatório com propriedades antisséptica e cicatrizante, melhora a condição de peles acneícas prevenindo o surgimento de novas erupções. Poderoso desinfetante. Possui ação antimicrobiana e protege a pele contra fungos e ácaros.
Ureia: hidratante, suavizante e umectante. Aumenta a capacidade de re-tenção de umidade. Excelente para peles desidratadas ou ressecadas.
Estearina: a estearina é extraída do óleo de palma, do sebo ou de outras gorduras e óleos que contenham este ingrediente. Podendo ser utilizado como substituto para o óleo de palma ou sebo. Seu uso na fabricação de sabonetes atende a três propósitos; reduzir o tempo de saponificação, endurecer o sabonete e controlar o pH, caso o sabonete fique muito básico após a saponificação.
Amido de milho: a utilização de amido de milho em até 10 % do peso do sabonete gera um sabonete opaco com espuma muito consistente, deixando o sa-bonete mais suave e cremoso, atua também como hidratante da pele.
Sementes diversas: algumas sementes podem ser adicionadas direta-mente a massa do sabonete com finalidade decorativa ou para atuar como esfoli-ante leve ou moderado. As sementes podem ser utilizadas inteiras ou trituradas, mas não devem ter partes perfurantes ou cortantes e não podem ser tóxicas.
Chocolate em pó: pode ser acrescentado diretamente aos sabonetes e tem ação hidratante.
Sabonetes prensados: extratos glicólicos e outros aditivos
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Bucha vegetal: as buchas vegetais podem ser utilizadas para decoração em sabonetes onde são colocadas em seu interior, ou como esfoliante leves e massageadora da pele.
Corantes: os corantes adequados para uso em produtos de higiene pessoal são os cosméticos. Pode-se até utilizar corantes alimentícios para este fim, mas estes corantes são pouco persistentes e muitas vezes perdem a cor ou tem sua cor alterada facilidade.
Jamais se devem utilizar corantes destinados a outras aplicações em produ-tos de higiene pessoal e cosméticos, sob o risco de produzirmos alergias e proble-mas graves de saúde. Assim, nunca se devem utilizar corantes para velas e teci-dos, entre outros, para tingir sabonetes e outros produtos de higiene pessoal.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) tem uma lista dos co-rantes permitidos no Brasil para uso em cosmética.
É importante saber que os corantes para cosméticos, de uma maneira ge-ral, não são muito resistentes a exposições prolongadas a luz, particularmente a luz solar que contem raios ultravioletas. Por isso não se deve deixar os produtos expostos ao sol para não alterar suas características, em particular, sua coloração.
Em algumas ocasiões é necessário fazer uma mistura de corantes para ob-ter a cor desejada, a lista a seguir ilustra o resultado da mistura de alguns coran-tes para produzir outras cores.
 Azul claro: azul e branco.
 Cinza: preto e branco.
 Salmão: amarelo e rosa.
 Rosa: vermelho e branco.
 Violeta: azul e rosa.
 Verde musgo: preto e verde.
 Laranja: amarelo e vermelho.
 Vinho: vermelho e violeta.
 Rosa escuro: rosa e preto.
 Marrom: verde e vermelho.
 Verde claro: verde e amarelo.
 Turquesa: verde e azul.
 Verde escuro: verde e preto.
 Roxo: azul e vermelho.
Sabonetes prensados: extratos glicólicos e outros aditivos
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COMO EXTRAIR ÓLEO DE COCO
O coco dever estar seco. Uma vez partido, retirar a castanha e ralá-la ou então bater no liquidificar com um pouco de água quente, a película escura deve ser retirada antes.
Para facilitar a remoção da castanha, deixe o coco um pouco no sol ou en-tão o aqueça no forno.
Uma vez ralado, esprema a massa num coador de pano até extrair o máxi-mo do leite, pode, inclusive colocar mais um pouco de água. Deixe esse leite des-cansar de um dia para o outro, ou então até que haja a separação do soro. A mas-sa branca tende a ficar na superfície. Descarte o soro. Coloque a massa branca em uma panelinha e leve ao fogo baixo, conforme vai fritando, o óleo vai se separan-do. Guarde-o num vidro de preferência escuro.
UMA RECEITA DE SABONETE
Sabonete cremoso hidratante
Ingredientes:
 1 Kg de base glicerinada branca ou transparente.
 150 g de amido de milho (maisena).
 100 mL de água.
 30 mL de extrato glicólico de babosa.
 10 mL de óleo de semente de uva.
 30 mL de essência da sua preferência.
 Corante alimentício com a cor que desejar.
Procedimento:
 Dissolva o amido de milho na água.
 Derreta a base glicerinada.
 Adicione o amido na base derretida, acrescente a essência e o corante.
 Mexa bem para não grudar no fundo, enforme e deixe esfriar.
Observações:
O sabonete ficará opaco, mas terá uma espuma muito cremosa.

Sabonetes líquidos - Sintéticos e naturais

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OS SABONETES LÍQUIDOS
As principais formas com que os sabonetes são apresentados são: sólidos, líquidos ou pastosos. Cada um deles tem uma finalidade específica, sendo os sa-bonetes sólidos mais utilizados no banho e para lavar mãos e rosto; os sabonetes pastosos são utilizados principalmente para fazer a barba e depilações; os sabone-tes líquidos podem ser utilizados para todos os fins e a cada ano vem sendo mais utilizados, principalmente em banheiros públicos devido a questões de higiene.
Nesta apostila vamos ver como produzir dois tipos de sabonetes líquidos:
 Sintéticos: são os sabonetes produzidos a partir de compostos previamen-te processados a partir do petróleo ou de plantas.
 Naturais: são os sabonetes produzidos por reação direta entre óleos e um álcali.
Entre as vantagens de se produzir sabonetes líquidos sintéticos podem-se citar:
 Controle do pH: permitem fácil controle do seu pH para que fique próximo ao da pele humana, neutro ou mesmo básico.
 Viscosidade: podem-se obter sabonetes bastante líquidos, densos ou na forma de gel.
 Aditivos: os aditivos, como extratos glicólicos, essências e corantes, entre outros, são facilmente incorporados.
 Custo: o custo da matéria prima para a fabricação de sabonetes líquidos sintéticos é relativamente barato.
 Preparo: o processo de produção dos sabonetes líquidos sintéticos é fácil e rápido.
Entre as vantagens de se produzir sabonetes líquidos naturais podem-se ci-tar:
 Textura: os sabonetes líquidos naturais apresentam textura inigualável.
 Ressecamento: naturalmente mantêm a umidade da pele sem causar res-secamentos.
 Viscosidade: apresentam uma viscosidade intensa e adequada ao uso sem a necessidade de se acrescentar sais.
 Custo: o custo de produção é mais baixo que o do sabonete líquido sintéti-co.
Sabonetes líquidos: sintéticos e naturais
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 Valor: o processo de produção dos sabonetes líquidos naturais não é fácil nem rápido, contudo agrega mais valor ao produto final.
Por que produzir sabonetes líquidos? O principal motivador para a produção de sabonetes líquidos sintéticos ou naturais consiste em atingir um mercado cres-cente destes produtos, além da facilidade e diversidade de seu uso, melhor condi-ções de preservação após iniciado seu uso e maiores condições de higiene quando o produto for utilizado coletivamente.
Existem basicamente três formas de preparar sabonetes líquidos: os que são produzidos a partir dos compostos fundamentais, os verdadeiros sabonetes líquidos. Os que são produzidos a partir de compostos sintéticos e os que são pro-duzidos a partir da reciclagem de sabonetes sólidos. Aqui serão vistos os dois pri-meiros tipos.
OS PRINCIPAIS COMPONENTES DO SABO-NETE LÍQUIDO SINTÉTICO
Faremos aqui uma breve descrição dos principais componentes dos sabone-tes líquidos sintéticos, procurando destacar suas funções na produção do sabone-te.
Tensoativos
Os sabonetes líquidos sintéticos são compostos por produtos chamados tensoativos, os tensoativos são responsáveis pela propriedade de tirar sujeiras e dar espumosidade. Existem três tipos de tensoativos:
 Aniônicos.
 Não iônicos.
 Catiônicos.
 Anfóteros.
Tensoativos aniônicos
Os tensoativos aniônicos são os mais utilizados na produção de sabonetes líquidos.
O linear dodecil benzeno sulfonato (LAS) é o tensoativo mais utilizado, comumente chamado de ácido sulfônico. Praticamente, todos, os detergentes são formulados a partir dele. Sua popularidade se deve tanto ao baixo custo de produ-
Sabonetes líquidos: sintéticos e naturais
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ção como a sua excelência como detergente, agente emulsionante, promotor de espuma e agente molhante, que permite um melhor espalhamento da água.
O LAS apresenta uma elevada capacidade de remoção de gorduras corpo-rais. Podem ser utilizados em águas salobras. Além de tudo são compostos biode-gradáveis.
O lauril éter sulfato de sódio (LESS), apresenta uma baixa capacidade de remoção das gorduras de constituição da pele, sendo por isso menos agressivo no uso humano.
A associação entre o LESS e o LAS, acarreta numa melhoria do poder de espessamento, diminuição da irritabilidade da pele e melhoria na capacidade de limpeza. Também são compostos biodegradáveis.
O lauril sarcosinato de sódio é um tensoativo com boa capacidade de limpeza, suave e é excelente formador e estabilizador de espuma.
Tensoativos não iônicos
As alquil poliglicosídeos são bons formadores de espuma, possuem alta solubilidade em meio alcalino ou ácido, alta tolerância a eletrólitos, têm boa capa-cidade umectante e aumentam a viscosidade de outros tensoativos.
Os tensoativos derivados dos álcoois graxos polietoxilados possuem ex-celente poder detergente e são solúveis em água, podendo ser utilizados como so-lubilizantes de fragrâncias. São compostos facilmente biodegradáveis.
A dietanolamida de ácido graxo de coco em particular, é excelente do-adora de viscosidade, estabilizadores de espuma, sobreengordurantes e solubili-zantes de óleos e essências.
Tensoativos catiônicos
Em meio ácido, adquirem características catiônicas mais acentuadas, po-dendo apresentar incompatibilidades com alguns tensoativos aniônicos. Em pH neutro ou alcalino são totalmente compatíveis com os aniônicos. Um exemplo des-te tipo de tensoativo são as aminas oxidas.
Estes tensoativos proporcionam efeitos como aumento de viscosidade, con-dicionamento e efeito antiestático. Os efeitos variam em função do tamanho da cadeia carbônica das aminas. São utilizados na formulação de condicionadores.
Sabonetes líquidos: sintéticos e naturais
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Tensoativos anfóteros
Estes tensoativos têm uma notável compatibilidade com a pele. Proporciona aumento de viscosidade e estabilização da espuma. Um tensoativo importante nessa categoria é o coco amido propil betaína.
Infelizmente estes tensoativos não são adequados para serem utilizados como tensoativo principal, devido ao seu alto custo e seu baixo desempenho como detergente.
São chamados de anfóteros, pois em pH ácido adquire características catiô-nicas e pode reagir com alguns tensoativos aniônicos, ocasionando turvação e/ou precipitação enquanto em pH básico atua como tensoativo aniônico.
Espessantes
Alguns sais, como o cloreto de sódio (sal marinho), são utilizados nos sabo-netes líquidos como espessante, devido a seu baixo custo. Pode-se utilizar tam-bém o sulfato de sódio e o sulfato de magnésio.
Também podem ser utilizados espessantes a base de polímeros orgânicos, são os espessantes poliméricos, que assim como os sais proporcionam aumento de viscosidade nas formulações, no entanto, apresentam um custo muito mais eleva-do.
A viscosidade do detergente é um dos principais apelos de marketing, visto que o consumidor entende que, quanto mais viscoso for o detergente, maior é sua “concentração” e consequentemente maior o seu rendimento, proporcionando uma maior economia do produto, o que não é verdade.
Sequestrantes
Os agentes sequestrantes têm a função de eliminar os íons responsáveis pela dureza da água, principalmente os íons Cálcio (Ca+2), Magnésio (Mg+2) e Fer-ro (Fe+3).
Entre os principais sequestrantes utilizados na formulação dos sabonetes destacam-se o EDTA, EHDP e o heptanoato de sódio.
Conservantes
s conservantes m como um componente bacteriostático. Na verdade ele não elimina as bactérias, apenas inibe sua reprodução. Sendo o formaldeído o conservante mais utilizado, devido a sua efetividade e baixo custo.
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Hidrótopos
São empregados como estabilizadores de formulações de sabonetes líqui-dos. A utilização dos hidrótopos elimina problemas de separação de fases e dimi-nui o ponto de turvação. Entre os hidrótopos mais usados tem-se a ureia, cumeno sulfonato de sódio, tolueno sulfonato de sódio e o xileno sulfonato de sódio.
Controlador de pH
São empregados para manter o pH dentro da faixa esperada, o ácido cítrico é o controlador de pH mais utilizado. Sempre que se desejar abaixar o pH acres-centa-se um pouco de solução de ácido cítrico. Caso queira aumentar o pH utiliza-se mais amida.
PROBLEMAS COMUNS
Entre os principais problemas encontrados no desenvolvimento de formula-ções de sabonetes podem-se destacar os seguintes:
 pH alcalino.
 Ponto de turvação elevado.
 Precipitação.
 Viscosidade baixa.
 Alteração da cor original.
 Pouca espuma.
pH alcalino
Ocorre sempre devido a um excesso de base, geralmente hidróxido de só-dio ou amidas, no produto. Para resolver esse tipo de problema, pode-se adicionar ácido cítrico em quantidade suficiente para atingir o pH desejado, ou o próprio áci-do sulfônico, sendo que neste caso o custo é maior.
Ponto de turvação elevado
Na grande maioria das vezes é causado por um excesso de sal, que diminui a solubilidade dos tensoativos aumentando a viscosidade. Contudo o sistema pos-sui um limite de saturação e caso esse limite for ultrapassado surge a turvação do sabonete.
Sabonetes líquidos: sintéticos e naturais
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Para corrigir esse problema, deve-se aumentar a quantidade de tensoativo no sistema ou ainda, adicionar hidrótopos à formulação.
Precipitação
Pode ocorrer pelo ponto de turvação elevado ou ainda, devido à presença de íons metálicos (Fe+3 Ca+2, Mg+2) na água utilizada no preparo das formulações, que poderão precipitar seus sais, caso o produto de solubilidade dos mesmos seja ultrapassado. Ou ainda devido a incompatibilidades com os tensoativos utilizados na formulação.
A utilização de água deionizada e sequestrantes podem evitar esse tipo de problema.
Viscosidade baixa
Para aumentar a viscosidade, pode-se aumentar a concentração de tensoa-tivos ou utilizar misturas de diferentes tensoativos que poderão contribuir para o aumento de viscosidade do meio. Por exemplo, o sistema: LASNa, LESS e amida de coco.
Mudança na cor
Está relacionado com a qualidade do corante e com os íons oxidantes, como o Fe+3, que se encontram presentes na água utilizada na formulação. Estes íons oxidam o corante e altera a cor do produto. Esse problema pode ser resolvido tra-balhando com corantes de qualidade cosmética, com a utilização de água deioni-zada na formulação ou com a utilização de substâncias sequestrantes, como o EDTA.
Pouca espuma
Numa formulação de detergente, pode-se dizer que a formação de espuma é diretamente proporcional à quantidade de tensoativos na formulação.
Então para resolver tal problema, é necessário apenas aumentar a concen-tração de tensoativos (LASNa, LESS) e de estabilizadores de espuma (amida de coco).
Sabonetes líquidos: sintéticos e naturais
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PRODUÇÃO DO SABONETE SINTÉTICO
Equipamentos
Os equipamentos podem variar bastante, mas devem ser sempre de fácil limpeza. A seguir alguns equipamentos simples e baratos para a produção de sa-bonetes líquidos artesanais caseiros.
 2 potes plásticos com tampa e capacidade de 10 Litros.
 1 colher de aço ou plástico com cabo longo, para agitar a mistura.
 1 avental.
 1 óculos de segurança.
 1 luva plástica.
 Papel para medir o pH.
 1 borrifador de plástico.
 1 balança de cozinha.
 1 copo medidor de volumes.
Materiais
 160 g de dietanolamida (amida 90 %).
 100 g de glicerina.
 400 g de anfótero betaínico.
 2 Kg de lauril éter sulfato de sódio (lauril líquido).
 200 g de extrato glicólico de erva-doce.
 25 g de EDTA.
 75 g de ureia técnica.
 Corante verde claro.
 Essência de erva-doce.
 100 g de sal marinho.
 50 g de ácido cítrico.
 8 Kg de água.
 Álcool etílico.
Sabonetes líquidos: sintéticos e naturais
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Procedimentos na produção do sabonete sintético
1. Pesar separadamente os ingredientes.
2. Em um recipiente, adicionar a água e em seguida adicionar lentamente o lauril, a amida, a glicerina, o corante, o extrato glicólico e a essência, agi-tando moderadamente até a completa homogeneização da solução.
o Evite formar muita espuma.
o Se formar espuma borrife álcool sobre ela.
o Tanto o corante quanto a essência devem ser colocadas aos pou-cos e na quantidade que mais lhe agradar.
3. Adicionar o anfótero betaínico e misturar para homogeneizar.
4. Testar o pH da solução.
5. Se estiver básica adicionar a solução de ácido cítrico em pequenas quanti-dades controlando o pH com o papel indicador.
o O pH deve ficar entre 6,0 e 7,0.
6. Diluir a ureia e o EDTA e em seguida adicionar ao sabonete agitando bem para homogeneizar.
7. Preparar uma solução forte de sal.
8. Dividir a quantidade de sabonete ao meio em dois vasilhames.
9. Ir acrescentando o sal em uma das metades, lentamente, até desandar.
10. Misturar essa metade com a outra e misturar.
11. Repetir os passos 6 e 7 até estar na viscosidade desejada.
Para preparar a solução de ácido cítrico ponha o ácido em 200 mL de água e misture até dissolver o máximo possível, se for necessário aqueça a água.
Colocando menos água obtêm um produto mais concentrado que pode ser guardado sem corante e essência para ser utilizado como base para sabonete lí-quido.
Sabonetes líquidos: sintéticos e naturais
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OS PRINCIPAIS COMPONENTES DO SABO-NETE LÍQUIDO NATURAL
Os sabonetes líquidos naturais são produzidos para atingir determinados objetivos quanto à suavidade, capacidade de limpeza, espuma, entre outras pro-priedades e são chamados de sabonetes líquidos finos ou naturais.
Nos sabonetes líquidos naturais o grande segredo de sua fabricação está na escolha da mistura de óleos e gorduras que serão utilizados em sua formulação, no processo de fabricação e na qualidade das matérias primas.
Faremos aqui uma breve descrição dos principais componentes dos sabone-tes líquidos naturais, procurando destacar suas funções na produção do sabonete.
Óleos
Os sabonetes líquidos naturais são produzidos com a reação de óleos com o hidróxido de potássio. Cada óleo apresenta uma característica própria como pode ser visto na tabela a seguir: Matéria graxa Tipo de espuma Propriedades de limpeza Ação sobre a pele Aparência do sabonete lí-quido Saponificação
Algodão
Oleosa, abundante e durabildade média.
Boa.
Moderada.
Claro.
Razoavelmente fácil.
Amêndoas doces
Oleosa, pequenas e persistentes.
Regular para boa.
Bastante mo-derada.
Claro.
Razoavelmente fácil.
Babaçu
Espuma consistente de bolhas largas, não persistentes.
Excelente.
Ação morden-te enruga a pele.
Claro.
Rápido.
Breu
Oleosa e grossa.
Regular.
Moderada.
Muito claro.
Muito fácil.
Canola
Oleosas, pequenas e duradouras.
Regular.
Moderada.
Claro.
Razoavelmente fácil.
Mamona
Espessa e duradoura.
Regular.
Moderada.
Muito claro.
Muito fácil.
Oliva
Gordurosa, pequenas e persistentes.
Regular para boa.
Muito mode-rada.
Claro.
Razoavelmente fácil.
Palma
Espuma lentamente, bolhas pequenas e duradouras.
Muito boa.
Muito mode-rada.
Muito turvo.
Muito fácil.
Soja
Oleosa, abundante e duradoura.
Regular.
Moderada.
Claro.
Razoavelmente fácil.
Purificação do óleo
Preferencialmente devem-se utilizar óleos de boa qualidade e ainda sem uso em frituras. Mas caso o objetivo seja aproveitar óleos utilizados previamente em frituras, deve-se fazer sua purificação antes de utilizar na produção dos sabo-netes líquidos. O processo de purificação é descrito a seguir:
Sabonetes líquidos: sintéticos e naturais
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1. Côa-se o óleo com coador de pano de algodão, separando as partes sólidas.
2. Acrescenta-se 1 litro de água fervente para cada 3 litros de óleo.
3. Acrescentam-se 3 colheres de sopa de hipoclorito de sódio por litro de óleo.
4. Agita-se bem e deixa descansar.
5. Após a mistura ter esfriado, retira-se o óleo da parte superior com um sifão ou com uma concha e descarta a água e uma fina camada de óleo que estiver em contato com a mesma.
Caso o óleo seja novo não há necessidade de fazer sua purificação.
Soda
A soda utilizada para fazer o sabonete líquido não é aquela encontrada em supermercados, ela tem o nome de hidróxido de potássio.
Os óleos produzem sabões mais moles que as gorduras e o hidróxido de po-tássio produz sabonetes mais moles que o hidróxido de sódio, por isso, para pro-duzir sabonetes líquidos é melhor usar uma combinação de óleos com hidróxido de potássio.
Ácido bórico
O ácido bórico tem duas finalidades na produção de sabonetes líquidos na-turais: a primeira é para controlar o pH do sabonete, evitando que este fique com muita soda e, a segunda, é evitar de surgir uma película dura na superfície do sa-bonete líquido.
Açúcar
Pequenas quantidades de açúcar são utilizadas para evitar o surgimento de “nuvens” no sabonete líquido, o que reduz a transparência do mesmo.
Glicerina
A glicerina também ajuda a aumentar a transparência do sabonete e ainda ajuda a manter a pele úmida após seu uso.
Sabonetes líquidos: sintéticos e naturais
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Produção do sabonete Produção do sabonete Produção do sabonete Produção do sabonete Produção do sabonete Produção do sabonete Produção do sabonete natural natural
A seguir será descrito o processo de produção do sabonete líquido natural.
Equipamentos
 1 panela de aço inoxidável ou esmaltada com capacidade mínima de 15 Litros.
 1 colher de aço, plástico duro ou de madeira, com cabo longo, para agi-tar a massa.
 1 fogão a gás caseiro, industrial, fogão a lenha ou fogareiro.
 1 termômetro de álcool, mercúrio ou digital, com capacidade de leitura de até 120 °C.
 1 avental.
 1 óculos de segurança.
 1 luva plástica.
 Papel para medir o pH.
 1 balança de cozinha.
 1 copo medidor de volumes.
Materiais
Dividiremos o material em três grupos: os óleos, a solução de soda e outros componentes.
Óleos
 3 Kg de óleo de soja.
 3 Kg de óleo de milho.
 3 Kg de óleo de canola.
Solução de soda
 1,7 K de água.
 1,7 Kg de hidróxido de potássio.
Sabonetes líquidos: sintéticos e naturais
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Outros materiais
  200 g de ácido cítrico ou ácido bórico.
  250 mL de essência de erva-doce.
 1 frasco de corante alimentício da cor verde.
  400 g de álcool.
 400 g de glicerina.
 200 mL de extrato glicólico de erva-doce.
 200 g de açúcar.
Procedimentos para fazer sabonete líquido natural
1. Pesar os óleos que irão fazer parte da receita.
2. Colocar os óleos em uma vasilha de aço inoxidável ou esmaltada e aquecer em banho-maria até atingir temperatura em torno de 75 ºC.
3. Pesar o hidróxido de potássio e medir a quantidade de água para sua dissolução.
4. Colocar em uma vasilha a água em seguida adicionar o hidróxido de só-dio, mexendo até ele se dissolver totalmente.
o Não utilizar água quente.
o Evite respirar os vapores, pois são tóxicos.
5. Quando a temperatura da solução de hidróxido de sódio estiver em tor-no de 60 ºC adicionar lentamente esta solução a mistura de óleos en-quanto mexe a mistura vigorosamente com o mixer.
6. Bata a massa até ela ficar com uma aparência cremosa, semelhante a polenta mole.
o A saponificação com hidróxido de potássio é muito mais lenta que a obtida com o hidróxido de sódio. Uma pequena quantidade de álcool deverá aumentar a velocidade de saponificação.
7. Deixe a massa cozinhando em banho-maria até ficar com aspecto semi-transparente.
8. Após a massa ficar com aspecto semitransparente, adicione a menor quantidade possível de álcool para que toda a massa fique líquida, use o mixer se for necessário para ajudar a dissolver a massa.
Sabonetes líquidos: sintéticos e naturais
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o Não coloque álcool em excesso, apenas o necessário para deixar a massa líquida.
9. Espere a massa esfriar totalmente e neste momento neutralize o sabo-nete. Um sabonete líquido deve ter seu pH entre 8,0 e 9,0.
o Medir o pH da solução com o papel indicador.
o Utilizar uma solução de ácido bórico para neutralizar a solução.
10. Após o pH estar corrigido acrescente água quente para diluir a massa até a concentração desejada.
o Uma tabela com as quantidades de água necessária para fazer as diluições será fornecida logo mais.
o Para retirar todo o álcool do sabonete líquido, deixe a massa co-zinhando até o cheiro de álcool ter sumido completamente.
11. Retire do banho-maria.
12. Quando a temperatura do sabonete estiver abaixo de 40 ºC acrescente a essência.
13. Em seguida adicione algumas gotas do corante e o extrato glicólico e misture bem.
14. Coloque o sabonete líquido em um pote de vidro ou plástico transpa-rente que possa ser fechado e deixe descansar por uma semana.
o Este tempo de descanso serve para que qualquer turbidez even-tualmente produzida pela essência ou pela presença de sabão não solúvel seja depositado no fundo do frasco.
o Caso forme uma película esbranquiçada no fundo do pote, retire o líquido claro com cuidado para não misturar novamente estas impurezas.
o Manter o pote em lugar fresco e sem luz direta.
15. Após o período de descanso e da separação das impurezas acrescente a glicerina e a solução de açúcar.
Sabonetes líquidos: sintéticos e naturais
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Neutralizando o sabonete líquido
Preparo da solução de neutralização
Para criar uma solução a 20 % de ácido bórico, deve-se adicionar 20 g de
ácido para 80 de água. Uma solução de 10 % necessitará de 10 g de ácido para 90
g de água e assim por diante.
Pegue uma fita de papel indicador e coloque no sabonete líquido, verifique
se está na faixa de pH desejado, caso esteja mais alto, adicione mais solução de
ácido bórico e agite bem, aguarde um ou dois minutos e faça o teste novamente.
Percentagem de diluição
Comercialmente os sabonetes têm sua concentração dada em referência à
massa do “sabão verdadeiro”. A massa do “sabão verdadeiro” é dada pela soma
das massas dos óleos contidos na fórmula e da soda seca utilizada para saponificálos.
Dessa forma a massa da água e dos demais aditivos utilizados na formulação
não são contabilizadas.
Percentagem de “sabão verdadeiro”
Água adicionada para cada 1 Kg de
massa
15 % 3 Kg
20 % 2 Kg
25 % 1,40 Kg
30 % 1 Kg
35 % 0,71 Kg
40 % 0,5 Kg
Para construir a tabela anterior, supôs que o sabonete líquido tinha inicialmente
60 % de “sabão verdadeiro” em sua formulação, assim podemos calcular a
quantidade de água a ser acrescentada a 1 Kg de massa para obter uma concentração
de 30 %:
60 %
30 % =
1 + x
30 + 30 x = 60
30 x = 30
x = 1 Kg
É importante observarmos que o peso do álcool adicionado para fazer a
massa ficar líquida dever ser somado como se fosse água. Evidentemente se todo
álcool foi evaporado, seu peso não deve ser considerado.
Sabonetes líquidos: sintéticos e naturais
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Tabela de índice de saponificação
Materiais graxos
Fator de multiplicação para
Óleos, ceras e gorduras
Calcular a soda
Gordura de frango
0,1992
Manteiga de cacau
0,1935
Óleo de algodão
0,1949
Óleo de amêndoas doces
0,1949
Óleo de amendoim
0,1921
Óleo de babaçu
0,2454
Óleo de canola
0,1739
Óleo de coco
0,2679
Óleo de germe de trigo
0,1837
Óleo de girassol
0,1893
Óleo de jojoba
0,0926
Óleo de linhaça
0,1907
Óleo de mamona (rícino)
0,1809
Óleo de milho
0,1921
Óleo de oliva
0,1897
Óleo de palma
0,1992
Óleo de palmiste
0,2454
Óleo de soja
0,1907

Massa base para sabonetes - Fabricando sabonetes sólidos

Massa base para sabonetes
Fabricando sabonetes sólidos
Massa base para sabonetes: fabricando sabonetes sólidos
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OS SABONETES
O que é um sabonete? O sabonete é na verdade um pequeno pedaço de sabão. Contudo existem algumas diferenças básicas entre uma barra de sabão e um sabonete, entre as quais se pode destacar que os sabonetes:
 São preparados com matéria prima purificada e de boa qualidade.
 Têm seus componentes pesados de forma a produzir um produto balancea-do e com as características necessárias.
 Fazem uso de essências mais caras.
 Podem ter utilização terapêutica.
 Não apresentam excesso de soda.
 Quando apresentam excesso de óleos, esse é controlado.
 Tem adicionado extratos glicólicos específicos para determinadas funções.
 Têm um cuidado geral com seu formato e embalagem.
 Faz uso de corantes a base de água.
Em resumo, os sabonetes são sabões especiais feitos para serem utilizados na higienização do corpo humano, apresentando uma qualidade superior aquela desejada nos sabões para uso de limpeza doméstica ou de roupas, devido a quali-dade da matéria prima utilizada na sua fabricação e do rigoroso controle no pro-cesso de fabricação.
Mas o que são sabões? Os sabões são o resultado da reação de compostos graxos (gorduras, óleos ou ceras) com um álcali (hidróxido ou carbonato de sódio) na presença de água, sendo um composto sólido e espumante que tem a capaci-dade de ajudar na limpeza de sujeiras.
OS PRINCIPAIS COMPONENTES
Veremos a seguir quais são os produtos utilizados na fabricação da base para sabonetes. É a partir dessa base que se fará todos os tipos de sabonetes sóli-dos, para uso decorativo, terapêutico ou para higienização corporal, podendo ser transparentes ou opacos, prensados ou fundidos.
É importante ressaltar que a matéria-prima deve ser escolhida entre aque-las que estão disponíveis em cada região, entretanto certas vezes é necessário ob-ter algumas matérias-primas que vem de outras regiões.
Massa base para sabonetes: fabricando sabonetes sólidos
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Gorduras
As gorduras são os principais componentes na fabricação da base para sa-bonetes sólidos. As gorduras são sólidas a temperatura ambiente e são elas que dão a dureza do sabonete. Entre as gorduras mais utilizadas para fazer sabonetes estão:
 O sebo de boi.
 O sebo de carneiro.
 A banha de porco.
 A banha de galinha.
 As gorduras vegetais.
Cada gordura tem uma composição diferente, produzindo uma mistura de sabões com propriedades distintas. Veja na próxima tabela as características dos sabões formados pelas principais gorduras: Gordura Tipo de espu-ma Propriedades de limpeza Ação so-bre a pele Saponificação Dureza do sa-bonete sólido
Banha
Razoavelmente lenta, dura-doura e espes-sa.
Boa.
Muito mo-derada.
Razoavelmente fácil.
Duro.
Coco
Espuma rapi-damente com muitas bolhas não persisten-tes.
Excelente.
Ação mor-dente en-ruga a pele.
Rápido.
Extremamente duro.
Palma
Espuma len-tamente, bo-lhas pequenas e duradouras.
Muito boa.
Muito mo-derada.
Muito fácil.
Muito duro.
Palmiste
Espuma rapi-damente e forma bolhas largas, não persistentes.
Excelente.
Ação mor-dente en-ruga a pele.
Rápido.
Extremamente duro.
Sebo
Razoavelmente lenta, dura-doura e espes-sa.
Boa.
Muito mo-derada.
Razoavelmente fácil.
Muito duro.
Óleos
Os óleos também são importantes componentes na fabricação da base para sabonetes sólidos. Os óleos são líquidos a temperatura ambiente e ajudam a au-mentar a espuma e a suavidade do sabonete. Entre os óleos mais utilizados para fazer sabonetes estão:
 O óleo de algodão.
 O óleo de amêndoas doces.
Massa base para sabonetes: fabricando sabonetes sólidos
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 O óleo de babaçu.
 O óleo de canola.
 O óleo de soja.
 O óleo de oliva.
 O óleo de mamona (rícino).
Da mesma forma que as gorduras, os óleos também têm composição dife-rente entre si e produzem sabões com propriedades distintas. Veja na próxima ta-bela as características dos sabões formados pelos principais óleos: Óleos Tipo de es-puma Propriedades de limpeza Ação so-bre a pele Saponificação Dureza do sa-bonete sólido
Algodão
Oleosa, abundante e durabilidade média.
Boa.
Moderada.
Razoavelmente fácil.
Macio para duro.
Amêndoas doces
Oleosa, pe-quenas e persistentes.
Regular para boa.
Bastante moderada.
Razoavelmente fácil.
Muito macio.
Babaçu
Espuma consistente de bolhas largas, não persistentes.
Excelente.
Ação mor-dente en-ruga a pele.
Rápido.
Extremamente duro.
Canola
Oleosas, pe-quenas e duradouras.
Regular.
Moderada.
Razoavelmente fácil.
Macio.
Soja
Oleosa, abundante e duradoura.
Regular.
Moderada.
Razoavelmente fácil.
Macio.
Oliva
Gordurosa, pequenas e persistentes.
Regular para boa.
Muito mo-derada.
Razoavelmente fácil.
Muito macio.
Mamona
Espessa e duradoura.
Regular.
Moderada.
Muito fácil.
Macio.
Soda
Para a produção da base para sabonete é necessário reagir as gorduras e os óleos com um agente que cause sua saponificação, esse agente pode ser a bar-rilha (carbonato de sódio) ou a soda (hidróxido de sódio).
A soda pode ser encontrada na forma de pastilhas ou escamas ou ainda na forma líquida em uma concentração de 50 %.
Na hora de comprar a soda em escamas deve-se ter o cuidado de comprar aquelas que têm pureza de 95 % ou superior. Existe a soda 42 % que vem com sal grosso para completar o peso, essa soda não deve ser utilizada nas formula-ções desta apostila.
Massa base para sabonetes: fabricando sabonetes sólidos
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Água
A qualidade da água é importante na hora de fazer o sabonte, não se deve usar água que contenha muito cálcio, porque isso vai diminuir sua espumosidade. A água também deve ser fervida para evitar contaminação por bactérias ou fungos que pode depois se reproduzir no sabonete, causando cheiro ruim ao produto final ou coceiras no usuário.
Álcool
Tanto o álcool etílico que é encontrado em bebidas como nos supermerca-dos pode ser utilizado na produção do sabonete e tem a finalidade de acelerar a reação. Seu uso não é obrigatório na produção do sabonete opaco, mas ajuda muito na produção de sabonete transparente.
O álcool de bebida pode ser obtido a partir da cana de açúcar ou de cereais, já o álcool comprado no supermercado tem que ser o 92.8 GL ou superior. Pode-se ainda utilizar o álcool comprado em posto de combustível, mas este não pode vir, sob nenhuma hipótese, com aditivo e nem com odor ou cor diferente daquela típi-ca do álcool.
Clarificador
A base de sabonete naturalmente tem uma cor que vai do amarelo claro até o marrom escuro dependendo da matéria-prima utilizada. Pode-se reduzir essa cor natural utilizando um clareador doméstico conhecido como hipoclorito de sódio (encontrado nas águas sanitárias) e depois deixando a massa descansar. Caso a base descanse ao sol o clareamento pode ser melhorado. O clarificador só deve ser utilizado quando a massa estiver a uma temperatura inferior a 40 ºC, para evitar que evapore e perca seu efeito. Deve ser acrescentado em pequenas quantidades e agitar a massa, pois em grandes quantidades a base ficará mole e murchará.
Corante
A base de sabonete pode ser colorida ou deixada com sua cor natural ou clarificada. Para colorir a base pode-se utilizar corante para óleo ou corante a base de água. Os melhores corantes são os cosméticos, mas pode-se fazer uso de co-rantes alimentícios ou outros que possam entrar em contato com a pele sem cau-sar alergias ou irritações. Jamais se devem utilizar corantes para velas ou para tingir roupa, pois muitos são tóxicos.
Essências
Os óleos essenciais e essências sintéticas também podem ser utilizados pa-ra dar uma fragrância agradável à base de sabonete.
Devem ser escolhidas essências próprias para sabonetes ou perfumaria, não devendo ser utilizadas as essências destinadas para uso em velas, incensos ou
Massa base para sabonetes: fabricando sabonetes sólidos
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produtos de limpeza em geral, pois essas outras essências podem provocar alergi-as e irritações na pele.
Observações
Tanto a essência como os corantes podem ser utilizados na hora de se fazer o artesanato, não sendo necessário fazer sua utilização durante o preparo da mas-sa base. Seu uso nessa etapa só se justifica caso a quantidade de sabonete a ser produzida for grande e toda a massa for destinada a um único tipo.
CRIANDO SUA PRÓPRIA RECEITA
Agora que conhecemos as propriedades dos componentes utilizados na produção da base para sabonete, podemos criar nossas próprias receitas de sabo-netes.
O primeiro passo na formulação de um sabonete é determinar quais serão os óleos e gorduras que serão utilizados em sua composição. Está escolha é feita baseada em alguns dos seguintes critérios:
 Pelas propriedades de cada óleo ou gordura que serão utilizados.
 Pelo custo da matéria prima.
 Pela facilidade de encontrar as matérias primas.
Em nosso exemplo, utilizaremos sebo, óleo de soja, óleo de canola e óleo de rícino, para obter um sabonete duro, espumante, transparente e emoliente.
O segundo passo é calcular a quantidade de soda necessária para reagir com estes componentes na quantidade certa para que não sobre soda.
A tabela a seguir apresenta a quantidade de soda necessária para saponifi-car os principais gorduras e óleos com hidróxido de sódio (NaOH), isso é o índice de saponificação de cada produto.
Os valores apresentados na tabela de índice de saponificação são aproxi-mados, pois dependem da qualidade do produto. Assim sendo, deve-se sempre medir o pH após a completa saponificação para fazer as correções adequadas e eliminar os eventuais excessos de soda ou de gordura que possam ocorrer.
Cálculo da soda
Vejamos como podemos utilizar a tabela para elaborarmos nossa própria receita de sabonete sólido constituída de diversos compostos graxos. A título de exemplificação, vamos supor que decidimos fazer um sabonete com a seguinte mistura de óleos e gorduras:
Sebo de bovino = 700 g (espuma espessa e duradoura, poder de limpeza bom, ação muito moderada sobre a pele, duro e fácil de saponificar)
Massa base para sabonetes: fabricando sabonetes sólidos
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Ó leo de soja = 200 g (espuma abundante e duradoura, poder de limpeza
regular, ação moderada sobre a pele, macio e razoavelmente fácil de saponificar)
Ó leo de mamona = 100 g (espuma espessa e duradoura, poder de limpeza
regular, ação moderada sobre a pele, macio e muito fácil de saponificar)
A tabela anterior nos indica que o fator de multiplicação para encontrar a
quantidade de hidróxido de sódio que devemos utilizar para saponificar o sebo bovino
é de 0,1400, ou seja:
700 g  0,14 = 98,0 g
Então são necessárias 91 g de hidróxido de sódio para saponificar o sebo
bovino.
Mas ainda temos que saponificar o óleo de soja. Pela tabela:
200 g  0,136 = 27,2 g
Da mesma forma, calculamos a quantidade de hidróxido de sódio necessário
para saponificar o óleo de mamona:
100 g  0,129 = 12,9 g
Somando os valores calculados, temos:
98,0 g + 27,2 g + 12,9 g = 138,1 g
Então, serão necessárias 138,1 g de hidróxido de sódio seco.
Devemos lembrar que se a soda comercial (soda 99) tem em torno de 99 %
de soda, então devemos ainda acrescentar 1 % sobre este valor (1,38 g). Logo,
devemos pesar aproximadamente 140 g de hidróxido de sódio seco, para obtermos
a completa saponificação do nosso sabonete.
Cálculo da água
Para uma solução a 60 %, ou seja, 60 g de soda a cada 40 g de água dividiremos
a quantidade de água (40 g) pela quantidade de soda (60 g) para obtermos
a constante de multiplicação que será utilizada para encontrarmos a quantidade
de água a ser adicionada a soda seca para fazermos a solução desejada.
Como em nosso exemplo precisaremos pesar 140 g de hidróxido de sódio
seco, então, devemos fazer o seguinte cálculo para encontrar a quantidade de
água a ser pesada:
40 g
x
60 g
x 0,67


Logo, devemos pesar 140 x 0,67  94 g de água.
Massa base para sabonetes: fabricando sabonetes sólidos
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Observação
Uma boa massa base para sabonetes não deve ter excesso de soda.
A partir dessa massa base pode-se fazer:
 Sabonetes prensados.
 Sabonetes glicerinados transparentes.
 Sabonetes glicerinados opacos.
Nessa apostila será tratado como obter a massa base glicerinada transparente
e opaca, sendo os sabonetes prensados tratados em outra apostila.
BASE GLICERINADA PARA SABONETES
Para a produção de sabonetes sólidos transparentes, podemos utilizar uma
série de solventes, como o álcool (etanol), a glicerina e uma solução de açúcar.
Nesse ponto devemos escolher qual a proporção de sabonete e de solvente que
iremos utilizar.
Os sabonetes transparentes devem ter entre 40 e 60 %, em peso, de solvente
para 60 a 40 % de “sabão verdadeiro”, respectivamente. Em nosso exemplo,
faremos uma receita com 50% de solvente e 50 % de “sabão verdadeiro”.
Quanto mais solvente mais transparente o sabonete, contudo menos espumoso
ele será e mais rápido irá se gastar no banho, isto devido a menor quantidade
de sabonete contido em seu peso. Outros problemas podem surgir tais como, o
sabonete ficar mais macio que o desejado, formar gotículas de água em sua superfície
em ambientes úmidos e murchar com o passar do tempo.
A massa do “sabão verdadeiro” é dada pela soma das massas dos compostos
graxos da fórmula com a massa da soda seca utilizada para neutralizá-los. No
nosso exemplo, teremos que a quantidade de “sabão verdadeiro” é dada por:
Peso do sebo: 700,0 g
Peso do óleo de soja: 200,0 g
Peso do óleo de mamona: 100,0 g
Peso do hidróxido de sódio seco: 140 g
Massa do “sabão verdadeiro”: 700,0 g + 200,0 g + 100 g + 140 g = 1.140 g
Para encontrar o peso total do sabonete a 50 % de “sabão verdadeiro” faremos
como se segue:
1.140 g 50 %
x 100 %


x  2.280 g
Massa base para sabonetes: fabricando sabonetes sólidos
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Este será o peso total de sabonete produzido com 50 % de solvente e 50 %
de sabonete.
Para calcular a quantidade de cada um dos solventes utilizados para dar
transparência no sabonete devem-se escolher os valores de cada um dos solventes
entre as faixas percentuais a seguir:
Álcool de 12 % do peso total a 14 % do peso total.
Glicerina de 8 % do peso total a 12 % do peso total.
Água de 12 % do peso total a 20 % do peso total.
Açúcar de 8 % do peso total a 14 % do peso total.
Lembrando que o percentual total sobre o peso final do sabonete deve ser
de 50 % para nosso exemplo. Caso a opção fosse por um sabonete com 40 % de
“sabão verdadeiro”, a soma das porcentagens teria que dar 40 %, e assim por diante.
A escolha da quantidade de solvente será:
Álcool = 12 %, glicerina = 8 %, água = 15 % e açúcar = 15 %, dando um
total de 50 %, como desejado.
A seguir será visto como calcular a massa de cada um dos solventes:
Cálculo do álcool
O álcool é um solvente bastante útil na produção de sabonetes transparentes.
Valores menores que 12 % de álcool em relação ao peso total do sabonete
não darão boa transparência e valores acima de 14 % de álcool darão sabonetes
que murcham muito com sua evaporação.
A quantidade de álcool poderá ser calculada pela regra de três:
2.280 g 100 %
x 13 %


x = 296,4 g
Como há um perca de álcool durante a diluição do sabonete em função da
evaporação podemos completar esta quantidade em mais 20 % ( 60 g). Então o
peso total do álcool deverá ser de 355 g.
Cálculo da glicerina
É um elemento excelente para melhorar a transparência, mas em excesso
produz sabonetes mais moles e que suam.
Massa base para sabonetes: fabricando sabonetes sólidos
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Em nosso exemplo, teremos que a quantidade de glicerina a ser utilizada
deverá ser:
2.280 g 100 %
x 8 %


x = 182,4 g
Cálculo da água
A água não deve ser colocada em excesso para não deixar o sabonete mole,
sendo seu valor calculado em nosso exemplo por:
2.280 g 100 %
x 15 %


x = 342 g
Mas 94 g de água já foram utilizadas para diluir a soda, logo deveremos
utilizar 248 g de água para diluir o açúcar.
Cálculo do açúcar
Melhor que a glicerina como agente de transparência, mas quando em excesso
também produz sabonetes que suam.
Em nosso exemplo, a quantidade de açúcar deve ser calculada pela regra
de três:
2.280 g 100 %
x 15 %


x = 342 g
Evidentemente a proporção de cada um dos solventes pode ser alterada a
gosto, bem como a proporção de solvente e massa de sabonete, desde a massa de
“sabão verdadeiro” fique entre 40 a 60 % e que seja respeitado os limites de cada
solvente. A seguir algumas observações importantes:
 A utilização de óleos, como o de soja, algodão, milho, canola, amendoim,
entre outros, melhora a espuma e deixa o sabonete mais macio.
 O sabonete transparente não deve ter muito álcool, pois ele poderá
murchar. Assim, percentagens menores de álcool produzirão melhores
sabonetes. É comum, para evitar que ele murche substituir parte do
álcool metanol por outros álcoois menos voláteis, como o propileno glicol
e dipropileno glicol, que também facilitam no rederretimento da
massa.
 A glicerina utilizada deve ser de boa qualidade para evitar odores desagradáveis
ou acentuar a coloração amarelada na massa.
Massa base para sabonetes: fabricando sabonetes sólidos
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 O óleo de mamona contribui significativamente para a transparência da massa.
 Para deixar o sabonete mais espumoso pode-se acrescentar lauril éter sulfato de sódio, que é um detergente sintético.
 Podem-se produzir sabonetes transparentes, sem alguns dos ingredi-entes sugeridos. Assim, existem sabonetes transparentes sem açúcar, sem glicerina adicional ou sem álcool.
Base glicerinada licerinada licerinada
Os sabonetes glicerinados, são aqui definidos como aqueles que recebem glicerina e outros solventes para diluir a massa base do sabonete comum, além de alguns ingredientes próprios dos sabonetes e, inicialmente são transparentes, mas podem se tornar opacos, com o acréscimo de pigmento branco de óxido de titânio ou óxido de zinco.
Desta forma mantém as mesmas características e facilidade de trabalho dos sabonetes glicerinados transparentes, mas atende ao gosto dos que preferem os opacos e permite ampliar seu uso no artesanato.
Devemos lembrar que, a princípio, na base de sabonete comum não deve haver nem excesso de material graxo, nem excesso de soda, ou o sabonete corre o risco de não ficará transparente.
Veremos a seguir como produzir a base glicerinada a partir dos componen-tes básicos. Este processo consiste em duas etapas: na primeira faremos a massa básica de sabonete e na segunda mostraremos os procedimentos para deixá-la transparente.
Observações
A qualidade final do produto está diretamente relacionada à qualidade do material utilizado e do rigor com que a técnica é seguida. Assim, óleos já utilizados em frituras ou sebo bruto só devem ser usados após tratamento adequado.
Em nenhuma hipótese utilize álcool metílico, pois é um produto ex-tremamente tóxico.
Como estamos lidando com soda, hidróxido de sódio, que é uma substância corrosiva, então se deve utilizar luvas para prevenir contato de respingos com a mão e avental para evitar respingos nas roupas e no corpo. Da mesma forma os óculos de segurança reduzem a chance de algum acidente mais sério ocorrer.
Como iremos trabalhar com álcool e fogo ao mesmo tempo, devemos ter muita atenção para evitar que o álcool pegue fogo e conseqüentemente, graves queimaduras.
Massa base para sabonetes: fabricando sabonetes sólidos
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Purificação do Purificação doPurificação do sebosebo sebo
O sebo bovino ou de carneiro ainda é muito utilizado para fazer sabonete no Brasil. Este sebo pode ser comprado em ramas (natural) nos açougues, frito nos mercados ou clarificado em lojas especializadas.
O sebo em ramas é o mais barato, mas vem misturado com pelancas e ou-tras partes descartadas no açougue, sendo necessário fazer um processo de sepa-ração do mesmo. A seguir está ilustrado o processo de purificação deste material:
1. Deve-se lavar o sebo em ramas e colocá-lo em uma panela.
2. O material deve ser frito.
3. Os pedaços sólidos grandes são retirados manualmente.
4. Após a temperatura do sebo diminuir, os pequenos pedaços devem ser coados em uma peneira ou em tecido de algodão.
5. O material ao solidificar ficará com aparência de sujo e odor de gordura frita.
6. Derrete-se novamente o sebo e acrescenta água na proporção de 1 litro de água para 3 quilos de sebo, colocando 3 colheres de hipoclorito de sódio (Qboa ou Cândida) para cada quilo de sebo.
7. Deixa-se o sebo solidificar.
8. Retira-se a água que está no fundo e tem-se o sebo purificado.
9. Pode-se ainda derreter o sebo mais uma vez para tirar todo o resíduo de água.
O sebo frito comprado em mercados deve também ser purificado, utilizan-do-se os passos 6 a 9. O material resultante é conhecido como sebo purificado e deve ter cor bem clara e cheiro que lembra vela.
Já o sebo clarificado recebe tratamento especial, sendo aquecido com uma substância conhecida como terra de clarificação ou terra ativada, para retirar os pigmentos naturais do sebo.
Na produção do sabonete podemos substituir o sebo por igual quantidade de banha de porco.
Purificação do óleo
O mais adequado é utilizar óleo de boa qualidade e ainda não utilizado para fins de fritura. Contudo se o desejo é fazer o aproveitamento de óleos de fritura o
Massa base para sabonetes: fabricando sabonetes sólidos
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mesmo deve ser purificado antes do uso na produção do sabonete. A purificação do óleo utilizado para fritura se faz de forma semelhante:
1. Côa-se o óleo, separando as partes sólidas.
2. Acrescenta-se 1 litro de água quente para cada 3 litros de óleo.
3. Acrescentam-se 3 colheres de sopa de hipoclorito de sódio por litro de óleo.
4. Agita-se bem e deixa descansar por uma semana.
5. Após este período, retira-se o óleo da parte superior com um sifão ou com uma concha e descarta a água e uma fina camada de óleo que es-tiver em contato com a mesma.
Produzindo a massa base trans-parente
Equipamentos
Os equipamentos podem variar muito. A seguir uma dica de equipamento simples e barato para a produção de sabonetes artesanais caseiros.
 2 tachos esmaltados, o menor com capacidade mínima de 15 Litros e o outro com capacidade mínima de 20 li-tros, para o banho-maria.
 1 colher de aço, plástico duro ou de madeira, com cabo
longo, para agitar a massa.
 1 fogão a gás caseiro, industrial, fogão a lenha ou fogareiro.
 1 termômetro de álcool, mercúrio ou digital, com capacidade de leitura
de até 120 °C.
 1 mixer.
 1 avental.
 1 óculos de segurança.
 1 luva plástica.
 Papel para medir o pH.
 1 borrifador de plástico.
 1 balança de cozinha.
 1 copo medidor de volumes.
 Formas para secar a massa.
Massa base para sabonetes: fabricando sabonetes sólidos
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Materiais
Os materiais serão divididos em três grupos: as gorduras (e óleos), os sol-ventes e a solução de soda.
Solução de soda
 910 g de água.
 910 g de soda 99.
Gorduras
 4.500 g de sebo bovino purificado.
 1.000 g de óleo de soja purificado.
 1.000 g de óleo de mamona.
Solventes
 2.200 g de álcool de cereais.
 1.200 g de glicerina.
 2.300 g de açúcar cristal claro.
 1.390 g de água.
Outros
 Ácido cítrico para controlar o pH, caso seja necessário.
 0,200 L de lauril sulfato de sódio (opcional).
 90 g de dióxido de titânio, se desejar fazer sabonete glicerinado opaco.
Procedimentos na produção da massa base para sabonete
1. Pesar o sebo e os óleos.
2. Colocar o sebo no tacho esmaltado e aquecer em banho-maria até que es-teja totalmente derretido, acrescente o óleo e deixa a temperatura ficar em torno de 75 ºC.
3. Pesar a soda e medir a quantidade de água para sua dissolução.
4. Colocar em uma vasilha a água e em seguida adicionar a soda, mexendo até ela esteja toda dissolvida.
o Não utilizar água quente neste processo.
o Observe que a solução irá se aquecer sozinha, cuidado para não se queimar ao tocar na vasilha.
Massa base para sabonetes: fabricando sabonetes sólidos
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o Evite respirar os vapores produzidos, pois são tóxicos.
o Jamais coloque água sobre a soda, pois poderá espirrar em você.
5. Deixe a temperatura da solução de soda ficar em torno de 70 ºC. Então adicione lentamente a solução de soda à gordura enquanto mexe a mistu-ra vigorosamente com uma colher.
6. Misture a massa até ela ficar com uma aparência cremosa, semelhante a uma polenta mole (ponto de traço).
7. Quando atingir o ponto, deixe a massa cozinhando por cerca de uma hora até toda massa estar gelificada, parecendo um creme semitransparente.
Deixando a massa transparente
1. Quando a massa estiver toda gelificada acrescente o álcool lentamente e mexa-a até que esteja totalmente dissolvida.
o Tome cuidado para não por fogo no álcool.
o Nunca use a garrafa de álcool diretamente para transferir o con-teúdo, passe o álcool para uma vasilha e depois transfira para a panela.
o Caso seja necessário use o mixer para ajudar a dissolver a mas-sa.
2. Em seguida acrescente a glicerina.
3. Por fim acrescente a solução de açúcar e misture bem a massa de sabone-te que esteja totalmente líquida.
4. Desligue o fogo do banho-maria, deixe a massa descansar um pouco, até que não tenha mais bolhas de ar em seu interior e fique transparente.
5. Acrescente o lauril, caso deseje um sabonete mais espumoso. Porém, ele deixará de ser um sabonete natural, pois o lauril é sintético.
6. Se desejar fazer uma massa glicerinada branca, e não transparente, pode acrescentar o dióxido de titânio e agitar até dissolver completamente.
7. Passe a massa por uma peneira coberta com meia de seda ou nylon e transfira para uma forma grande.
8. Após a massa estar seca, desenforme e deixe em local arejado por apro-ximadamente uma semana, para que ocorra a cura da massa.
Clareando a massa
1. Derreter a massa novamente.
2. Deixar esfriar até a temperatura de 40 °C.
Massa base para sabonetes: fabricando sabonetes sólidos
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3. Adicionar cerca de 30 mL de água sanitária por quilo de massa.
4. Misturar bem para tirar a cor.
5. Deixar esfriar na forma.
Observações
 Para uma massa base glicerinada opaca deve-se acrescentar 20 g de dióxido de titânio (um corante branco) para cada quilo de massa.
Tabela de índice de saponificação
Materiais graxos
Fator de multiplicação para
Óleos, ceras e gorduras
Calcular a soda
Ácido esteárico
0,1430
Ácido oléico
0,1400
Banha de porco
0,1410
Breu
0,1340
Cera de abelha
0,0670
Cera de carnaúba
0,0570
Óleo/Gordura de cabra
0,1670
Óleo/Gordura de frango
0,1420
Lanolina
0,0760
Manteiga
0,1620
Manteiga de cacau
0,1380
Óleo de algodão
0,1390
Óleo de amêndoas doces
0,1390
Óleo de amendoim
0,1370
Óleo/Gordura de babaçu
0,1750
Óleo de canola
0,1240
Óleo de coco
0,1910
Óleo de germe de trigo
0,1310
Óleo de girassol
0,1350
Óleo de jojoba
0,0660
Óleo de linhaça
0,1360
Óleo de mamona (rícino)
0,1290
Óleo de milho
0,1370
Óleo de oliva
0,1353
Óleo/Gordura de palma
0,1420
Óleo/Gordura de palmiste
0,1750
Óleo de soja
0,1360
Sebo de bovino
0,1400
Sebo de ovelha
0,1390